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NATAL NO MUNDO

EU SEI QUE É NATAL PORQUE ANJOS CANTAM DENTRO DE MIM E AS NOTAS DE SUAS CANÇÕES DESENHAM UM SORRISO NA PARTITURA DE MINHA FACE!

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Feliz Natal

Tradições de Natal
Origens e Curiosidades


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O MUNDO NO NATAL


NATAL NO BRASIL

(O NATAL EM MUITOS ESTADOS)

EUROPA1

(ITÁLIA, SUÉCIA, PORTUGAL,
ESPANHA, FRANÇA, ALEMANHA,
GRÉCIA, POLÔNIA, HOLANDA,
BÉLGICA E LAPÔNIA)

EUROPA 2

(INGLATERRA, IRLANDA,
PAÍS DE GALES, ESCÓCIA,
DINAMARCA, FINLÂNDIA,
NORUEGA, HUNGRIA E ÁUSTRIA)

EUROPA 3

(BULGÁRIA, REP TECHECA,
CROÁCIA, ROMÊNIA, ARMÊNIA,
ESLOVÊNIA, ESTÔNIA E ISLÂNDIA)

EUROPA 4

(LITUÂNIA, SUÍÇA, MACEDÔNIA,
SÉRVIA-MONTENEGRO, LUXEMBURGO,
TURQUIA, UCRÂNIA, SÍRIA,
LATVIA E MÔNACO)

EUROPA 5

(ANDORRA, LICHTENSTEIN , ALBÂNIA
CHIPRE,GIBRALTAR, GUERNSEY
EIRE (IRLANDA), MALTA)

EUROPA 6

(VATICANO
SAN MARINO,AÇORES E MADEIRA ,
GEÓRGIA, JERSEY, BIELORRÚSSIA)

AMÉRICA1

(ESTADOS UNIDOS, MÉXICO,
CANADÁ, CHILE, PERU,
VENEZUELA, BOLÍVIA, CUBA,
URUGUAI, PARAGUAI E ARGENTINA)

AMÉRICA2

(COLÔMBIA, EQUADOR, SURINAME,
GUIANA, CAIENA, PANAMÁ,
GUATEMALA E EL SALVADOR)

AMÉRICA3

(HONDURAS, NICARÁGUA, PORTO RICO,
COSTA RICA REP DOMINICANA, JAMAICA,
HAITI E GROENLÂNDIA)


ÁFRICA

(KÊNIA, ANGOLA, ÁFRICA DO SUL,
MOÇAMBIQUE,EGITO, UGANDA,
RUANDA, TANZÂNIA, REP. DEM. CONGO,
GUINÉ EQUATORIAL E CAMARÕES)


ÁFRICA 2

(NIGÉRIA,BENIN,TOGO,
GANA,REP. CENTRO AFRICANA,COSTA DO MARFIM,
SERRA LEOA,MARROCOS,SENEGAL)


ÁFRICA 3

(MADAGASCAR,NAMÍBIA,
ZIMBÁBUE, TUNÍSIA
SOMÁLIA,LÍBIA,ARGÉLIA
CHADE,ERITRÉIA, ETIÓPIA,ZÂMBIA


ÁFRICA 4

(NÍGER,BURUNDI BURKINA FASO,
GÂMBIA, GABÃO, BOTSUANA
CABO VERDE, DJIBUTI, GUINÉ BISSAU, GUINÉ,
LESOTO, LIBÉRIA(CADA DIA UM NOVO PAÍS)

ÁSIA 1

(ÍNDIA, GOA, ISRAEL,
CHINA, JAPÃO, FILIPINAS,
TAILÂNDIA, SINGAPURA, HONG KONG)

ÁSIA 2

(KASAQUISTÃO,CORÉIA, LÍBANO
TAIWAN, NEPAL, TIMOR,
VIETNAM, SRI LANKA, ILHAS CHRISTMAS)

ÁSIA 3

(AFEGANISTÃO, MIANMAR
,AZERBAIJÃO,
BUTÃO, CAMBOJA, MONGÓLIA
MALDIVAS, PAQUISTÃO )

ORIENTE MÉDIO

(EMIRADOS ÁRABES, ARÁBIA SAUDITA, KUEITE
IRAQUE, BAREIN , JORDÂNIA
OMÃ , BRUNEI, IEMEN)

OCEANIA, ANTÁRTICA, ÁRTICO

Nomes de Papai Noel
Modos de Dizer feliz Natal
(AUSTRÁLIA, NOVA ZELÂNDIA,
TAITI,FIJI, GUAM
MICRONÉSIA, PAUPA NOVA GUINÉ,
SAMOA, TONGA,
NOVA CALEDÔNIA E ILHAS SALOMÃO)

Poemas Natalinos


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Preparando a Festa
Decoração e Culinária


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Músicas, Filmes, Livros
A Arte do Natal


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Meditando o Natal
Pensamentos
de um Natal Cristão


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Caixas de Natal

de Marco Antunes

A verdade é que já não sei mais
tirar das caixas o Natal
como fazíamos anos atrás.

Era um não mais parar de descer caixas
guardadas em lugares altos da casa
durante os meses tristes do ano.

E todas eram caixas de sonhos:
redondas, compridas, largas
ou em formas improváveis de estrelas,
mas sempre cada uma revestida
de flores, de cestas de flores,
de pássaros que voavam fitas,
de anjinhos instrumentistas,
de formas natalinas e brilhos e
de moças antigas com sombrinhas de renda...

As caixas em si já eram o Natal
ou seu presságio e, quando abertas,
libertavam todas as esperanças
de frutos de cristal e pinhas de ouro.

A primeira delas,
pouco maior que uma caixa de sapatos,
revestida de estrelinhas, luas e sóis,
guardava lampadinhas coloridas
e era dever e privilégio de meu pai abrir.
Abrir e desenrolar o novelo de fio verde
que escorria pela sala até o corredor
enquanto, na outra ponta,
meu pai, muito sério, solene e preocupado,
fazia o primeiro teste na tomada...

Ah! Que bonito que era!
Porque em menos de um segundo,
as dezenas de cores se acendiam
como um rio de felicidade
que corria pela sala e lambia o corredor,
convidando o resto da casa para a festa que começava.

Claro que, no percurso da luz,
sempre uma ou outra morrera
durante o ano no silêncio dos armários,
mas a doce providência daquele homem,
tirava dos bolsos novos lumes e a festa prosseguia.

A segunda caixa era imensa,
talvez a mais feia delas,
porque de um reles papelão
onde apenas se lia "Made in England"
mas de dentro, saía ainda encolhida,
ramos tímidos, amassados,
a velha árvore de tantos natais.

Depois de despertada do seu sono,
revividos os ramos, desamassadas as folhinhas,
ela se revelava frondosa e de um verde perfeito
que para sempre, onde surgisse, seria dela
o verde da velho pinheiro inglês
que nos floria os natais.

Desapertá-lo era uma tarefa de todos
e a ela nos dedicávamos alvoroçados
felizes de, enfim, sermos chamados a ajudar.

A terceira caixa, muito fina, mas larguíssima,
se recobria de um papel prateado
com desenhos infinitos de flocos de neve,
dentro, os lamentos ficavam congelados
à espera desse dia em que viriam, depois das lâmpadas,
adornar nosso pinheiro dando-lhe uma remota
aparência de neve, neve da lembrança dos avós,
neve que não havia em nosso Natal.

Esses lamentos de prata
eram a delícia dos dedos nessa festa
porque nada, nunca em nossa vida
jamais seria tão macio
quanto aqueles fios
de leveza imponderável...

E chamavam-se lamentos!
(Tudo era poesia em nosso Natal!)

A quarta caixa, grande e redonda,
tinha moças antigas em fundo rosa
passeando como num romance antigo
ou se balançando em lindos cordões de flores.

Essa era a mais aguardada das caixas,
porque não regateava cores e brilhos
todos impossíveis depois do Natal.

Minha mãe sabia desse potencial mistério
e demorava, e demorava muito
em nos presentear de vez,
abrindo a tampa com descabido cuidado,
como se um descuido qualquer
pudesse pôr tudo a perder,
ansiosos, todos nós, inclusive meu pai,
que nunca deu pelo estratagema,
abaixávamos a cabeça
para ver já pela primeira fresta
uma miríade de bolas coloridas reluzentes
que eram frutos transcendentais desse pomar natalino.

Nossos olhos de criança
descobriam-se refletidos em rostos redondos
nos globinhos soprados em vidro tão fino
que se diria poderem pairar entre os galhos
sem auxílio de fios.

Ah! Que tristeza pelas bolas que se quebraram
e curiosidade pelos caquinhos restados,
como se, de repente, víssemos a anatomia dos sonhos!

Minha avó, sentada em sua cadeira de balanço,
ia pondo o fio de linha dourada em cada uma das bolas
e de suas mãos colhíamos a felicidade para dispor nos galhos.
os mais altos meu pai alcançava sozinho,
mas para lá iam somente as bolinhas
pequenas, dessas que as crianças não disputavam!

A essa altura, já era a toda prova, uma árvore de Natal
e nós nos afastávamos todos
para ver de longe como estava ficando a obra.
Maria vinha da cozinha com guaraná e biscoitos
que eram um modo de convidar o paladar
à alegria!

A sexta caixa era a dos pássaros e fitas
e nela se guardavam os enfeites variados
sua abertura era o requinte da euforia:
pássaros de vidro, pingentes de cristal,
sinos dourados, bengalinhas listradas,
anjinhos de porcelana, soldadinhos de madeira,
janelinhas enfeitadas, guirlandas de flores,
corações de rendas pedras preciosas,
pombinhos de purpurina branca,
igrejinhas, casinhas, trenós, renas e Papai Noel.

A árvore resplandecia então de mil histórias
com que a fomos enfeitando em cada peça.
era o melhor do mundo em nossa sala de estar!

Então, meu avô e só ele, abria a caixa grande
dos anjinhos instrumentistas e de lá tirava
uma a uma com respeito e reverência as figuras da natividade
e todo ano
Com a mesma paciência
nos contava a história do menino Jesus,
o último a ir para o presépio
e todo ano ouvíamos como se fosse a primeira vez.

Por fim de uma caixa comprida
revestida de flores,
saía, ainda coberta de papel de seda
a longa e bela piteira,
que era o auge e o fim da festa.

Meu pai pegava um de nós
"ao acaso"
e naquele ano,
suspendia para glória o felizardo
que a colocava no topo da árvore
e minha mãe ligava as luzes
enquanto vovó e vovô já
cantavam baixinho "Noite Feliz".

Procuro entre minhas lembranças esses tesouros
guardados em caixas no meu coração
como se fossem minhas Rosebuds
onde foram parar as caixas
em que ainda estãi guardados todos aqueles natais
Onde?
Onde foram parar as caixas em que ainda ontem
Nós guardamos pela última vez a felicidade?





CONVITE PARA O ANIVERSÁRIO DE UM PERDEDOR

de Marco Antunes Eu quero convidá-lo para comemorar o nascimento de um cara que viveu muitos anos atrás. Um sujeito franzino que nunca teve porte de general e não sonhou jamais conduzir exércitos e batalhas. Um pobretão de família obscura cujo pai não passava de um simples operário e a mãe, pelo que se sabe, fora apenas doméstica. Nosso homenageado jamais se sentou entre os letrados de sua época como um igual. Suas letras eram mínimas, sua erudição inexistente e jamais investigou as sutilezas da filosofia ou enfrentou os mistérios da ciência. Dir-se-ia um homem comum que respeitava os costumes e cumpria as datas culturalmente acordadas. Você, com todo direito me perguntará agora pelos feitos que o notabilizam para que se o comemore. É uma justa pergunta sem resposta previsível ou com respostas povoadas mais de negativas que de afirmativas. Não lutou batalhas nem ganhou uma guerra; Não construiu monumentos nem governou seu povo; Não viajou pelos campos abstratos da mente nem descortinou novas terras; Não escreveu livros, aliás, nada escreveu além de umas poucas palavras na areia, depois apagadas. Não fez eloqüentes discursos às portas da lei, Não pintou a sublimidade, Não esculpiu a grandeza humana, Não compôs cantos aos deuses. Nada! Nada fez ou realizou daquele tipo de feitos que mereça estátuas e odes heróicas dos poetas deslumbrados. Nada! Pior, foi derrotado publicamente e sofreu morte sem dignidade entre ladrões. Era, em suma, um daqueles homens a quem os americanos chamam de perdedor: um zero à esquerda entre nós, brasileiros. Mesmo assim, jamais reabilitado pelos tribunais que o condenaram, mesmo relegado à própria sorte pelos poucos que o seguiram no mundo... Mesmo sepultado em túmulo de empréstimo, mesmo vilipendiado e zombado de todos, Mesmo perseguido depois de morto pelos historiadores e dialéticos mesmo questionado e até confinado em limites folclóricos como lenda improvável, mesmo remorto a cada nova moda filosófica que surgiu nos longos séculos que mais o soterraram, mesmo demolido por discípulos a serviço de seus próprios egos, mesmo desonrado a cada dia pelos que ainda se lhe dizem fiéis... Ele, um erro na ortografia do livro da história. Mesmo assim, Ele faz aniversário e é preciso comemorar. Porque mesmo garantindo trazer uma espada contra a paz, nunca se ouviu dizer que dela tenha tomado contra outro homem qualquer; Porque mesmo sem que se tenha provas de que pôs os pés fora de sua terra não há nação suficientemente distante em que alguém não jure de pés juntos que o tenha encontrado um certo dia quando precisou de um amigo; Porque mesmo sem ter escrito uma única palavra para a eternidade numa época sem recursos de mídia e gravação, tudo o que disse sobreviveu no coração de alguns que lhe entenderam a mensagem; Porque morto, sem provas empíricas de ressureição além de um túmulo vazio e da palavra de uns poucos como ele, e mesmo que não a tenha experimentado jamais... Mesmo assim, Ele dividiu o tempo impalpável em dois: um que o precedia, outro que se lhe seguia! Ele derrubou impérios e em seu nome se ergueram outros! Ele foi autor de algumas poucas palavras que o vento não esqueceu e que sobrevivem como tesouros de sabedoria! Ele é o improvável que se fez indispensável! Ele é o impossível em forma de Epifania! Ele é o mais cabal desmentido de nossos egos descontrolados! Ele é o Deus de carne, osso e sangue visíveis que sempre procuramos! Ele ainda é a melhor resposta, mesmo que nunca perguntemos!


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Edelweiss, Edelweiss,
Every morning you greet me,
Small and white,
Clean and bright,
You look happy to meet me.
Blossoms of snow may you bloom and grow,
Bloom and grow forever,
Edelweiss, Edelweiss,
Bless my homeland forever.