O NATAL EM DIVERSOS PAÍSES – ÁFRICA4

ÁFRICA 2
VOLTAR PARA A ´PÁGINA PRINCIPAL
NatalMundo – ÁFRICA4

O Natal no Mundo – África 3

Volta na Terra


O Natal em Níger

O Natal em Burundi

O Natal no Burkina Faso

O Natal na Gâmbia

O Natal no Gabão

O Natal em Botsuana

O Natal no Cabo Verde

O Natal na Djibuti

O Natal na Guiné Bissau

O Natal na Guiné

O Natal no Lesoto

O Natal na Libéria



_______________________________________________






O NATAL EM NÍGER



SAUDAÇÃO: “Joyeux Noel"

Localizado no centro-oeste da África, sem saída para o mar, Níger tem dois terços de sua área ocupados pelo deserto do Saara. O restante situa-se em zona semidesértica denominada Sahel. As poucas terras cultiváveis vêm sofrendo acentuado processo de desertificação, resultado do desmatamento e da agropecuária predatória. A exploração de urânio é a base da economia. O país permanece extremamente pobre e tem o segundo pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo..
Uma Igreja combatida, mas reconhecida

Pe. Samaila Sani

Ninguém pode negar que a Igreja do Níger seja minoria. Num total de pouco mais que 10 milhões de habitantes, temos somente 20 mil cristãos católicos, dos quais somente um quarto é de origem nigeriana. Isso é devido ao fato de a Igreja nigeriana ser muito jovem (só em 1998 festejou seus 50 anos de existência) e à tática de ocupação do terreno pelos muçulmanos.
Até 1988, havia no Níger uma convivência fraterna entre muçulmanos, seguidores das religiões tradicionais e cristãos. Mas, a partir dessa data, começaram a aparecer os integristas e fundamentalistas, tanto islâmicos como cristãos e isso prejudicou muito a aceitação mútua entre as várias religiões. Apesar de a Constituição garantir a liberdade de culto, não podemos dizer que, agora, o relacionamento entre as diferentes comunidades seja cordial e pacífico.

Discriminação

Ainda que oficialmente não haja discriminação, de fato, ela existe contra os cristãos. Nas famílias, há dificuldades para aceitar que um de seus membros se converta ao cristianismo, que é sempre considerado um sinal de perdição. Ele vai ter dificuldades com os vizinhos, que se recusarão a comer com ele, pois é considerado impuro, como um cachorro; se ele adoecer, quase não receberá visitas; ele não terá direito a fazer uso da palavra em público, pois existe o medo de que afaste as pessoas do verdadeiro caminho.
Se essa pessoa tem um nome que parece estrangeiro (Maria, João, André, Michel), vai encontrar funcionários que duvidam de sua nacionalidade. No mínimo, vão pedir que mostre seus documentos. Se ele quiser casar, vão lhe pedir que se converta; se estiver já casado, será ameaçado de perder a mulher; se for uma moça, sofrerá pressões de todos os lados para que mude de religião.
Por esses motivos, alguns padres só administram o batismo depois de um longo período de preparação, para que as pessoas possam se conscientizar de todos os riscos que vão encontrar, se quiserem se tornar cristãos num país de maioria muçulmana. Além desses aspectos negativos, existem outros positivos: é possível encontrar cristãos e muçulmanos que se respeitam, são amigos e se ajudam nas dificuldades. Os muçulmanos admiram a solidariedade da Igreja do Níger com os mais desfavorecidos ou com as pessoas atingidas por catástrofes naturais, independente da religião a que pertencem. Admiram ainda mais o fato de que, entre o pessoal que trabalha a serviço da missão, haja tanto cristãos como muçulmanos.

_______________________________________________






O NATAL NO BURUNDI



SAUDAÇÃO: “Noeli Nziza, Joyeux Noel"

Sem saída para o mar, o Burundi está situado no centro-leste da África, na região dos Grandes Lagos. Desde a independência, na década de 1960, é palco de violentos combates envolvendo tutsis e hutus – etnias também em conflito na vizinha Ruanda –, com centenas de milhares de mortos e refugiados. Com altas taxas de fecundidade e densidade demográfica, o país detém o quarto menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). Mais da metade da população, predominantemente rural, é analfabeta. Baseada na cultura de café e de chá, a agricultura emprega a maioria da força de trabalho e responde por cerca de 40% do Produto Interno Bruto (PIB). A indústria se restringe à capital, Bujumbura, onde existe um pequeno setor de manufaturas. A guerra civil afeta seriamente a economia, fazendo com que o país dependa da ajuda externa, em especial da Bélgica, da França e da Alemanha. .
Será o décimo Natal desde o início da guerra civil. Mas estes dez anos de guerra, que fizeram 300.000 mortes, mergulharam igualmente os Burundianos na pobreza: são 64% vivendo abaixo do limiar de pobreza, e quase 90% com menos de um dólar por dia. "Creio que a Paz esteja à vista", afirma Geneviève, na frente da catedral Regina Mundi, grande construção de Bujumbura. Geneviève e Jérôme assistem à missa de meia-noite, como a maior parte dos habitantes de Bujumbura. Mas, com efeito, a missa será celebrada às 18h00 (16h00 numa grande parte da capital burundiana, devido ameaça à noturna que fazem sempre estar em alerta as Forças nacionais de liberação (FNL).
Festeja-se o Natal em família e se decora como possível a casa, a ceia será composta de frango, carne e arroz, um banquete, depois de 10 anos em que nem isso seria possível.


_______________________________________________






O NATAL EM BURKINA FASO



SAUDAÇÃO: “Joyeux Noel"

A maior parte do território de Burkina Faso situa-se numa região árida à beira do deserto do Saara, no oeste da África. Sem saída para o mar, o país é cortado pelos afluentes do alto rio Volta. Burkina Fasso tem o terceiro mais baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do mundo. A agricultura é a base da economia. No entanto, longos períodos de seca fazem com que grande parte dos alimentos venha de fora. O país abriga parques nacionais e reservas com grande potencial turístico. Geografia – Área: 274.200 km². Hora local: +3h. Clima: tropical. Capital: Uagadugu. Principais cidades: Uagadugu, Bobo Dioulasso, Koudougou, Ouahigouya, Banfora. .

É uma tradição em Burkina, as crianças, a partir de sete anos lançam-se quando se aproxima o Natal na construção de miniaturas arquitetônicas em processo chamado banco ( mistura de terra, água e palha), expostos na rua na frente das casas. As crianças dominam a arte do banco. . De acordo com planos sabiamente estudados, começam a construção dos projetos próprios, soldando os tijolos com a água e argila,
Por último, uma demão de pintura, e as inscrições de "bom ano" ou "feliz Natal" constituem o toque final dos pequenos construtores. Os infantários continuarão a ser assim expostos até a Páscoa.


L'UNE DES RECETTES TRADITIONNELLES DU BURKINA FASO

TÔ (8 personnes)
1 kg de farine mélangée : mil ou maïs
1. Délayer le mélange de farine dans trois quarts de litre d'eau froide pour obtenir une sorte de crème.
2. Porter 2 litres d'eau à ébullition. Dès les premiers frémissements y verser la farine délayée par petites quantités, en tournant avec une cuillère en bois. Réduire le feu pour éviter de se faire brûler la main par la préparation qui ''clapote''.
3. Tourner continuellement pour aider cette crème lisse à cuire uniformément. Elle doit épaissir petit à petit mais ne pas craquer. Ajouter au besoin un peu d'eau très chaude.
4. La cuisson est complète quand on obtient une galette qui se détache des parois du récipient de cuisson. Mouler alors pour donner la forme que l'on désire et servir chaud avec une sauce d'accompagnement.
(la préparation à base de farine de mil se cuit sans sel)

Accompagnement

SAUCE AUX GOMBOS (8 personnes)

1kg de poisson cuit sur le gril (silure ou tout autre poisson)
1 morceau de poisson séché (long comme la moitié de la main)
1kg 200 de viande de mouton, coupée en morceaux
15 gombos frais
2 oignons
1 boule de nététou (nété fermenté), ou une cuillérée à soupe de poudre
1/2 verre d'huile de palme
3 piments cerise
sel
1. Faire cuire les morceaux de viande dans 3 litres d'eau salée. Ecumer de temps en temps. Pendant ce temps, piler au mortier les oignons grossièrement hachés, y ajouter le nététou. Arrêter lorsqu'on obtient une pâte brune.
L'ajouter à la viande qui a cuit au moins 45 minutes.
2. Laver les gombos, leur enlever leur chapeau, et les hacher menu, puis les piler. Ajouter la pâte obtenue au bouillon mijotant.
3. Emietter le poisson grillé pour lui enlever toutes ses arêtes. L'ajouter également au bouillon ainsi que le poisson séché. Remuer la préparation pour ne pas laisser attacher les gombos.
4. Verser enfin l'huile de palme. Laisser cuire 20 minutes. En fin de cuisson, ajouter les piments lavés, munis de leur pédoncule. Verser dans un plat creux et servir aussitôt.

_______________________________________________






O NATAL EM GÂMBIA



SAUDAÇÃO: “Merry Christmas"

Menor país da parte continental da África, Gâmbia é quase totalmente envolvida pelo Senegal. Ocupa estreita faixa de terra, com cerca de 40 quilômetros de largura e 322 de extensão, ao longo do rio Gâmbia. Grande parte do território é coberta por savanas. As praias e os parques de animais, como a Reserva Natural Abuko, próxima à capital, Banjul, atraem visitantes e impulsionam o turismo, uma das principais atividades econômicas do país. A agricultura emprega a maioria da força de trabalho e se baseia no cultivo de amendoim, o principal produto de exportação. Gâmbia não gera empregos em número suficiente para atender às necessidades internas. Por isso, há forte emigração para os países vizinhos em busca de trabalho. Geografia – Área: 11.295 km². Hora local: +3h. Clima: equatorial. Capital: Banjul. Principais cidades: Serekunda, Banjul, Brikama, Bakau, Farafenni.
Em um país com apenas 10% de cristãos as tradições natalinas são poucas, mas existe uma que merece destaque: na Véspera de Natal, os cristãos fazem uma grande festa com farta mesa de iguarias, os cristãos convidam os amigos e vizinhos muçulmanos e compartilham do alimento, revivendo o espírito do Ágape.




‘ Chicken Yassa-Gambia style

Ingredients

· 2kg Chicken
· 400 Grs shredded onion
· 150 Grs butter
· 4 big peppers or chilli (shredded)
· 2 bay leaves, crushed pepper corn
· 1 lemon
· 4 cl chicken stock/water
Directions

Cut chicken into fourths, sprinkle with juice of lemon and salt. Grill and keep warm, saute chicken. Add all other ingredients, cover and cook on a low fire until tender and juice well reduced. Dish up and garnish with sliced tomatoes and lemon. Serve, of course, with rice and eat with your hands.

_______________________________________________






O NATAL NO GABÃO



SAUDAÇÃO: "Joyeux Noel."

País quente e úmido no centro-oeste da África, o Gabão tem cerca de três quartos de seu território cobertos por florestas tropicais, onde vivem elefantes, leões e macacos. A nação possui uma das maiores rendas per capita do continente africano e atrai imigrantes de outras regiões. A extração de petróleo é a principal fonte de receita, mas a redução do valor das exportações leva o governo a investir em outros setores, como a pesca. O Gabão também exporta manganês e madeira. Geografia – Área: 267.667 km². Hora local: +4h. Clima: equatorial. Capital: Libreville. Principais cidades: Libreville, Port-Gentil, Franceville. População – 1,3 milhão (2003); nacionalidade: gabonesa; composição: fangues, mepongues, mebedes, bapunus. .Idiomas: francês (oficial), fang, banto. Religião: cristianismo (católicos, protestantes, independentes), islamismo.
Os cristãos católicos e protestantes são a grande maioria no Gabão, as tradições natalinas são oriundas do colonizador francês. A Missa do Galo é tradição, bem como a decoração de casas e a ceia..

_______________________________________________






O NATAL EM BOTSUANA



SAUDAÇÃO: "Merry Christmas"

Geografia:
A maior parte do território da República de Botsuana é formada por um planalto situado a uma altura média de 1000 m acima do mar, incrustado numa região semi-árida da África meridional, ao norte da África do Sul e entre a Namíbia e o Zimbábue. O deserto de Kalahari ocupa a maior parte do sul e oeste do país, e as savanas predominam no norte e leste. São abundantes a fauna selvagem, principalmente na região dos pântanos do Okavango, e os recursos minerais. História e Política Recente
Grupos bantos tsuana migraram para o território hoje conhecido por Botsuana até 1800, deslocando os grupos sans (bosquímanos) que ocupavam a região desde tempos pré-históricos. A partir do início do século XIX, caçadores, comerciantes e missionários europeus começaram a chegar ao território, que se tornou um protetorado britânico em 1885, sendo conhecido então como Bechuanalândia. Contingentes da Bechuanalândia serviram nas duas guerras mundiais, no século passado, e seu retorno ajudou a estimular a economia e mudanças políticas no país. Em 1961 foram celebradas as primeiras eleições para um conselho legislativo, e o país consegue sua independência em 1966, sob o nome de Botsuana e com Seretse Khama como primeiro Presidente. Politicamente estável, o país é governado pelo Partido Democrático de Botsuana (PDB) desde a independência, apesar de contar com ao menos dois partidos fortes na oposição e um poder judiciário independente. Após a morte de Khama, em 1980, sucedeu-o Quett K. J. Masire, que voltou ao poder em 1984 e foi reeleito em 1989. Em 31 de março de 1998, Masire renunciou em favor de seu Vice-Presidente, Festus Mogae. Em outubro de 1999, o PDB venceu as eleições legislativas e Mogae foi eleito Presidente da República. .
Neste país, cerca de 80% da população PRATICA RELIGIÕES ANIMISTAS LOCAIS, CRENÇAS INDÍGENAS E APENAS 20% É CRISTÃ. as tradições natalinas são bastante inspiradas nos costumes europeus, especialmente ingleses. Costuma-se representar uma pantomima, musical cômico, com temas infantis ou natalinos. . As igrejas transformam-se em centro de reunião. As casas são decoradas, sempre as lojas acendem luzes natalinas. Na véspera, o costume é ir à igreja, cear e cantar cações de Natal. A capital Windhoek é sempre o centro das comemorações. A ceia é constituída de pratos da tradição européia.




_______________________________________________






O NATAL EM CABO VERDE



SAUDAÇÃO: “Boas Festas"

Situado na zona equatorial do oceano Atlântico, na África, a 500 quilômetros da costa do Senegal, Cabo Verde é um arquipélago formado por dez ilhas de origem vulcânica. São Tiago, a maior, concentra 50% da população. Seu território é árido e as secas se estendem por longos períodos, o que prejudica a agricultura. No decorrer do século XX, a falta de comida causou a morte de 200 mil pessoas. Atualmente, o país importa cerca de 85% dos alimentos que consome.
Cabo Verde depende de ajuda econômica externa e do envio de dinheiro dos emigrantes aos familiares. Existem mais cabo-verdianos vivendo no exterior do que no arquipélago. Como forma de estimular o turismo, prevê-se para o fim de 2003 a inauguração de um aeroporto internacional em Cidade de Praia, a capital.
GEOGRAFIA – Área: 4.033 km². Hora local: +1h. Clima: tropical. Capital: Cidade de Praia. Cidades: Cidade de Praia (94.757), Mindelo (62.970) (2000); São Felipe (5.616) (1990).
POPULAÇÃO – 463 mil (2003); nacionalidade: cabo-verdiana; composição: crioulos 71%, grupos étnicos autóctones 28%, europeus ibéricos 1% (1996). Idiomas: português (oficial), crioulo. Religião: cristianismo 95,1% (católicos 97,4%, outros 7,7% - dupla filiação 10%), outras 4,1%, sem religião 0,8% (2000).
GOVERNO – República parlamentarista. Div. administrativa: 9 ilhas e 14 condados. Presidente: Pedro Pires (PAICV) (desde 2001). Primeiro-ministro: José Maria Neves (PAICV) (desde 2001). Partidos: Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV), Movimento para a Democracia (MPD), Aliança Democrática para a Mudança (ADM). Legislativo: unicameral – Assembléia Nacional, com 72 membros. Constituição: 1992.
HISTÓRIA - Desabitado até o século XV, Cabo Verde é colonizado a partir de 1462 por Portugal, que se vale posteriormente da localização estratégica da ilha para fazer dela possível escala na viagem para a América. No século XX, com o surgimento dos movimentos de libertação nacional na África, o país vincula-se à luta pela independência da Guiné Portuguesa, atual Guiné-Bissau. Em 1956 forma-se o Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), de orientação marxista, liderado por Amílcar Cabral.
A independência é declarada em 5 de julho de 1975 como conseqüência da Revolução dos Cravos, que derrubou a ditadura em Portugal. Cabo Verde e Guiné-Bissau formam Estados separados, sob a direção do mesmo partido, o PAIGC. Aristides Pereira é o primeiro presidente cabo-verdiano. A unificação é interrompida em 1980, pelo golpe de Estado na Guiné-Bissau, que depõe o presidente, Luis Cabral – irmão de Amílcar. A ala cabo-verdiana do PAIGC passa a se chamar Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV). Em 1990 acaba o regime de partido único, e, em 1991, o Movimento para a Democracia (MPD) elege Antônio Monteiro presidente. Em 1992 é aprovada nova Constituição.
Embora os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (Palop) - Angola, Guiné Bissau, Moçambique, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe - tenham diferentes raízes culturais e políticas, uma coisa eles têm em comum: a porcentagem relativamente alta de cristãos, que cultivam as tradições natalinas levadas de Portugal pelos antigos senhores coloniais.
Na véspera, celebram apenas a Missa do Galo, deixando a refeição festiva para o dia seguinte. Os cabo-verdianos costumam fazer um cozido, enquanto os moçambicanos preferem um assado de cabrito e os angolanos comem pratos vegetarianos com mandioca.
Em todos esses países, há, no entanto, o bolo de Natal. A árvore de Natal também é um símbolo importante. Em países quentes, como a Angola, o cipreste substitui o pinheiro. Mas as árvores mais bonitas e coloridas são as que as crianças costumam pintar e pendurar na igreja do povoado, como é o costume em Moçambique.
“Boas Festas” é uma das canções mais famosas de Cabo Verde, foi gravada na década de sessenta, por um dos génios da música cabo-verdiana. Luís Morais e é um dos temas emblemáticos do repertório deste grande senhor da música de Cabo Verde, e um dos mais tocados de todos os tempos.



Lagosta com Amendoim

Ingredientes:
· 1 lagosta com 1 kg
· 1 dl de azeite
· 2 dentes de alho
· 300 grs de amendoim
· 1 bom tomate maduro
· 2 cebolas médias
· 5 dl de água
· piripiri q.b.
· sal q.b.
Confecção:
Corta-se a lagosta às rodelas e tempera-se com sal e piripiri. Leva-se um tacho ao lume com a cebola e os alhos picados. Deixa-se refogar mexendo de vez em quando até a cebola alourar um pouco. Põe-se as rodelas de lagosta e refoga-se mais um pouco. Pisa-se muito bem o amendoim em um almofariz, o mais fino possível. Misture a papa de amendoim com o tomate limpo de peles e sementes e picado. Adicione a água, misture e passe por um passador de rede espremendo bem. Deita-se o líquido obtido na lagosta. Rectifique os temperos. Tape o tacho e deixe cozer para apurar. Sirva acompanhada de arroz branco.

‘ Pudim de Queijo

Ingredientes:
· 500 gr de açúcar
· 2 dl de água
· 30 gr de margarina
· 80 gr de queijo tipo Serra
· 15 gr de farinha sem fermento
· 15 gr de maisena
· 6 ovos caramelo líquido
Confecção:
Leve o açúcar e a água ao lume até obter ponto de pérola (para confirmar se está em ponto de pérola, encha uma colher de calda e despeje-a lentamente. Está em ponto de pérola se, ao cair, formar um fio ligeiramente preso, cuja extremidade parece uma bolinha). Retire do lume, junte a margarina e mexa até a derreter. Junte o queijo ralado, a farinha, a maisena e os ovos. Misture bem e deite numa forma de pudim barrada com caramelo líquido, que deverá levar a cozer em banho-maria (no forno) durante cerca de 45 minutos.




Cachupa Rica

Ingredientes:
· 1 pé de porco
· 500 grs de frango
· 1 chouriço
· 1 farinheira
· 150 grs de toucinho entremeado
· 1 morcela
· 500 grs de carne de vaca de cozer
· 100 grs de banha
· 3 dentes de alho
· 2 cebolas grandes
· 1 folha de louro
· 0,5 litro de milho
· 4 folhas de couve-portuguesa
· 3 dl de feijão-pedra
· 300 grs de batata-doce
· 3 dl de favona
· 300 grs de banana verde
· 200 grs de abóbora
· sal q.b.
· piripiri q.b.
· 1 ramo de salsa
· 1 litro de água +-
Confecção:
De véspera demolha-se o feijão e o milho. No dia seguinte cozem-se. À parte cozem-se as carnes e o toucinho. Noutro tacho cozem-se as folhas de couve cortada aos bocados, a batata-doce e a abóbora cortada aos cubos, a banana cortada às rodelas grossas. Leva-se um tacho ao lume com a banha, a cebola e os dentes de alho picados, a folha de louro e o ramo de salsa. Assim que a cebola comece a amolecer, juntam-se as carnes cortadas aos bocados e todo o resto das hortaliças. Tempera-se com piripiri e adiciona-se a água da cozedura das carnes e um pouco de água simples para que o caldo não fique muito forte. Deixa-se ferver um pouco em lume brando para apurar. Serve-se em pratos de sopa.


‘ Bolinhos de Mandioca com Mel

Ingredientes:
· farinha de mandioca q.b.
· 3 ovos
· 1 colher de café de bicabornato de sódio
· 1 dl de azeite
· 1 dl de água
· 3 dl de mel de cana
· 1 cálice de aguardente

Confecção:
Batem-se muito bem os ovos inteiros com o mel até a massa ficar esbranquiçada. Junta-se a água, a aguardente e o azeite batendo sempre.
Mistura-se depois à mão a farinha de mandioca com o bicabornato até se poderem tender.
Formam-se bolinhos redondos que vão ao forno quente a cozer em tabuleiros bem untados com manteiga.



_______________________________________________






O NATAL EM DJIBUTI



SAUDAÇÃO: “Joyeux Noel, Mboni Chrismen"

Última colônia francesa a conquistar a independência na África, Djibuti é abalado por conflitos entre seus dois principais grupos étnicos: os afars, habitantes do norte e do oeste, ligados à população etíope, e os issas, de origem somali, reunidos no sul. Localizado na região chamada de Chifre da África, o país é um dos mais quentes e áridos do planeta. Seus desertos são pontilhados por lagos salgados, e há poucas áreas para a agricultura. Quase todos os alimentos são importados. A nação vive da atividade do porto de Djibuti, a capital, que reúne mais da metade da população e se situa em posição estratégica, na entrada do mar Vermelho.
Geografia – Área: 23.200 km². Hora local: +6h. Clima: árido tropical. Capital: Djibuti. Principais cidades: Djibuti (547.100), 'Ali Sabîh (8.000), Tadjoura (7.500), Dikhil (6.500) (2003). População – 703 mil (2003); nacionalidade: djibutiano; composição: issas 60%, afars 35%, outros 5% (1996). Idiomas: árabe, francês (oficiais), somali, afar. Religião: islamismo 94,1%, outras 4,6%, sem religião 1,3%.
Em um país com menos 5% de cristãos, uma igreja perseguida pela maioria muçulmana, sobrevive no espírito dos primeiros cristãos. Padres católicos chegaram ao país no final do século XIX junto com os franceses, mas a diocese de Djibuti só foi estabelecida em 1955. As primeiras igrejas protestantes foram formadas entre 1940 e 1960. Existem hoje diversas igrejas católicas e um grupo menor de igrejas protestantes e ortodoxas. A maioria dos cristãos constitui-se de trabalhadores estrangeiros.
Embora haja liberdade religiosa e de evangelização, a maioria muçulmana opõe-se às atividades cristãs. Convertidos ao cristianismo enfrentam grandes pressões sociais. Viagens recentes de correspondentes a Djibuti revelaram muitos exemplos de discriminação e perseguição, como atesta o seguinte relato:
"Certa noite, nosso líder, um evangelista, dirigia uma reunião de oração em sua casa. Cerca de vinte muçulmanos armados de paus e pedras invadiram abruptamente o local e atacaram os cristãos. O evangelista foi esfaqueado na perna. Após o espancarem, os agressores fugiram, deixando-o à morte.
"Em outra ocasião, estávamos em nossa sala de estar orando com outras pessoas. A Polícia Federal de Djibuti cercou o local e o invadiu. Eles efetuaram buscas no lugar, apreendendo documentos, livros e alguns materiais da igreja. Os homens e mulheres que participavam do grupo de oração foram levados presos. Na delegacia, um policial espancou um dos cristãos com uma barra metálica, deixando-o seriamente ferido e quase morto. Ele foi levado a um hospital onde permaneceu por um longo período. Como Paulo e Silas haviam feito na prisão, o grupo começou a cantar e a louvar o Senhor. Alguns dos outros presos se juntaram a eles. Seis pessoas se converteram naquela cadeia. O grupo ficou preso por três dias.
"Muçulmanos convertidos também sofrem com a perseguição. Nossa comunidade foi compelida a persegui-los e eles acabaram excomungados. Até seus empregos lhes foram tirados e eles agora não têm casa nem comida.
"Há ainda outros casos de perseguição, mas geralmente o Senhor Jesus Cristo tem nos ensinado a permanecer firmes em meio ao sofrimento. Ele também tem nos mostrado que sempre estará por perto para nos ajudar. Jesus Cristo nos preserva do medo da perseguição. Prezado irmão em Cristo, ore para que o nosso Deus nos encha de coragem e nos ajude a alcançar os que ainda não conhecem a Cristo em Djibuti."
As informações acima são do site Portas Abertas

http://www.portasabertas.org.br/conheca/default.asp

Portas Abertas é um ministério com características próprias dirigido à Igreja Perseguida, o único com mais de trezentas organizações associadas no mundo todo desenvolvendo projetos significativos nas linhas de frente em cerca de 50 nações. Desde 1955, Portas Abertas realiza programas completos e de grande influência em muitos dos países onde os cristãos sofrem por sua fé em Jesus Cristo.
As tradições natalinas são poucas, mas existe uma que merece destaque: na Véspera de Natal, os cristãos fazem uma grande festa e cantam em sua própria língua, árabe, afar, e somali. Os membros da Igreja Ortodoxa Etíope comemora o Natal em 7 de janeiro.

_______________________________________________






O NATAL EM GUINÉ BISSAU



SAUDAÇÃO: “Boas Festas"

O território de Guiné-Bissau, país localizado na costa ocidental da África, é formado por terrenos baixos e pantanosos, com litoral de mangues, e pelo arquipélago dos Bijagós. Um dos países mais pobres do mundo, depende de ajuda internacional. A agricultura, que emprega cerca de 80% da força de trabalho, tem como principais produtos a castanha de caju e o algodão. Há ainda reservas de bauxita e fosfato. A nação abriga cerca de 20 etnias.
GEOGRAFIA – Área: 36.125 km². Hora local: +3h. Clima: equatorial. Capital: Bissau. Cidades: Bissau (292.000) (aglomeração urbana) (2001); Bafatá (13.429), Gabú (7.803) (1979).
POPULAÇÃO – 1,5 milhão (2003); nacionalidade: guineense; composição: balantas 30%, fulanis 20%, maniacas 14%, mandingas 13%, papeles 7%, outros 16% (1996). Idiomas: espanhol, francês (oficiais), inglês, fangue, combe, balenque, bujeba, bubi, ibo. Religião: cristianismo 88,4% (católicos 86,3%, outros 8,9% - dupla filiação 6,8%), islamismo 4,1%, sem religião e ateísmo 4,9%, outras 2,7% (2000).
A tradição natalina da Guiné Bissau é portuguesa e católica. O país é pobre, mas a véspera de Natal encontra as casas enfeitadas, o presépio armado e as igrejas prontas para a missa do Galo e no fim da noite uma ceia em homenagem ao Menino Deus que nasce. O dia de Natal é de visita a parentes e eamigos, troca de presentes e alegria de cantar músicas natalinas.

Siga

Ingredientes:
· 400 grs de canje (quiabos)
· 1 dl de óleo-de-palma (cíti)
· 1 kg de camarões descascados
· sal q.b.
· 1 cebola
· 200 grs de jagatu
· piripiri q.b.

Confecção:
Cozem-se os camarões, descascados, em água (pouca) com a cebola picada, sal e piripiri.
Juntam-se os quiabos, os jagatus cortados às rodelas, o cíti e uns golinhos de água. Tapa-se o tacho e deixa-se cozer. Depois de cozido sirva quente. Acompanhe com arroz branco.

_______________________________________________






O NATAL NA GUINÉ



SAUDAÇÃO: "Joyeux Noel"

.
Nação da costa oeste da África, a Guiné apresenta um dos climas mais úmidos da África Ocidental, principalmente na região costeira. No noroeste do território fica o maciço Fouta Djalon, com montanhas que alcançam mil metros de altura. No sudeste há uma densa floresta tropical e na fronteira com Serra Leoa fica a nascente do rio Níger. A maior parte das terras é fértil, e a agricultura emprega 80% da força de trabalho. A Guiné é um dos grandes produtores mundiais de bauxita. Apesar dos recursos minerais, a maioria da população vive em situação de grande pobreza. .
Geografia – Área: 245.857 km². Hora local: +3h. Clima: tropical. Capital: Conacri. Principais cidades: Conacri, Nzérekoré, Kankan. .
População – 8,5 milhões (2003); nacionalidade :guineana; composição: .
fulanis 35%, mandingas 30%, sussus 20%, outros 15%. Idiomas: francês (oficial), línguas regionais (principais: sussu, manicá). Religião: islamismo 67,3%, crenças tradicionais 28,5%, cristianismo 4%, sem religião e ateísmo 0,3%. .
Neste país, cerca de 65% da população é muçulmana, muitos praticam religiões indígenas e apenas 4% são cristãos. Assim, as tradições natalinas são poucas e bastante inspiradas nos costumes europeus, especialmente franceses. O centro do Natal é a igreja e a comemoração em família guarda um aspecto profundamente religioso, o Natal mais comum entre os cristãos que sobrevivem em um ambiente em que são minoria e discriminados pelo resto da população. O sentido real da festa inspira a comemoração. Na véspera, o costume é ir à igreja, ceiar e cantar cações de Natal.



_______________________________________________






O NATAL NO LESOTO



SAUDAÇÃO: “Happy Christmas"

Antigo Reino da Basutolândia, o Lesoto está incrustado na porção centro-leste da África do Sul e não tem saída para o mar. Cerca de três quartos de sua área excedem os mil metros de altitude. A criação de ovelhas nos montes Drakensberg é uma tradicional atividade econômica. A indústria mostra-se precária, e a produção agrícola, insuficiente. O país depende economicamente da África do Sul. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), 31% dos adultos do Lesoto são portadores do vírus da aids, um dos índices de contaminação mais altos do mundo.

GEOGRAFIA – Área: 30.355 km². Hora local: +5h. Clima: tropical de altitude. Capital: Maseru. Cidades: Maseru (271.000) (aglomeração urbana) (2001); Maputsoe (20.000), Teyateyaneng (14.300), Mafeteng (12.700) (1986).

POPULAÇÃO – 1,8 milhão (2003); nacionalidade: lesota; composição: sotos 99%, outros 1% (1996). Idiomas: inglês, sessoto (oficiais). Religião: cristianismo 91% , sem religião 0,2% (2000).
O Reino de Lesoto tem duas grandes festas anuais: a Páscoa e o Natal. Este é um país cristão. Tem uma maioria de católicos. A tradição natalina do Reino do Lesoto é católica. O país é pobre, há muitas missões e nelas as crianças sempre recebem presentes de Natal, muitas vezes oferecidos pela rainha do Lesoto pessoalmente. A Noite de Natal sempre se vai à missa e depois há uma ceia em família..

_______________________________________________






O NATAL NA LIBÉRIA



SAUDAÇÃO: “Happy Christmas"

Fundada por ex-escravos norte-americanos – seu nome significa "país dos libertos" –, a Libéria é uma das duas nações da África não-colonizadas por europeus (a outra é a Etiópia). Os descendentes de escravos (3% da população) formam a elite do país – a mais antiga república africana. A maior parte dos habitantes vive na pobreza, e são altas as taxas de analfabetismo e de mortalidade infantil. A situação é agravada pela instabilidade e por guerras civis desde 1989 e pelo embargo que atinge a Libéria, acusada de contrabandear diamantes retirados da vizinha Serra Leoa. Boa parte dos recursos do país vem do registro de navios de todo o mundo com a bandeira liberiana, graças a um regime fiscal vantajoso aos proprietários. Geografia – Área: 111.369 km². Hora local: +3h. Clima: equatorial chuvoso. Capital: Monróvia. Principais cidades: Monróvia (550.200), Zwedru (35.300), Buchanan (27.300), Yekepa (22.900), Harper (20.000) (2003). População – 3,4 milhões (2003); nacionalidade: liberiana; composição: grupos étnicos autóctones 95% (principais: capeles 19%, bassas 15%), américo-liberianos 3%, outros 2%. Idiomas: inglês (oficial), línguas regionais. Religião: crenças tradicionais 42,9%, cristianismo 39,3% (independentes 17,1%, protestantes 13,6%, outros 15,9% - dupla filiação 7,3%), islamismo 16%, sem religião 1,5%, bahaísmo 0,3%.
O caráter do Natal na Libéria é o da simplicidade e profundidade na fé. Trocam-se presentes e se festeja também o fim de ano, mas o centro das comemorações é a verdade do nascimento de Cristo como instrumento de Deus na obra da libertação e salvação do Homem. Anjos caminham entre os homens e inspira em todos os corações o amor ao próximo a solidariedade e a construção da pa.

_______________________________________________