O NATAL EM DIVERSOS PAÍSES - EUROPA 6

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O Natal em Jersey
O Natal na Bielorrússia
LEIA TAMBÉM A CEIA DOS 12 PRATOS
OU CEIA DOS 12 APÓSTOLOS, DOS 12 MESES




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O NATAL EM VATICANO



SAUDAÇÃO: “Buon Natale! Felix dies Nativitatis!"

O Vaticano é um país cercado por muros onde residem o Papa e os chefes da Igreja Católica Romana. É o menor Estado independente do mundo, localizado no centro da capital da Itália, Roma, e dominado pela grande basílica de São Pedro. .
O país tem seu próprio jornal, moeda, selos, estação de rádio e ferrovia. Apenas cerca de 800 pessoas - todas estrangeiras - moram no local, mas milhares de turistas visitam o teritório diariamente. .
Área: .
área total: 0,44 km².
População: 880 (dado de 2000) .
Línguas: Italiano, latim (oficiais) .
Religião: Católicos 100%.

no dia de Natal, João Paulo II aparece para a sua tradicional mensagem de Natal e sua benção Urbi et Orbi ao mundo, em geral o faz na parte interna da fachada da Basílica Vaticana, o Papa dá a sua mensagem.
O Santo Padre celebra a Santa Missa de Solenidade do Natal do Senhor, a meia noite hora local, às nove da noite horário de Brasília, na Basílica Patriarcal Vaticana. No dia de Natal, dia 25, ao meio dia, do patamar da Basílica Vaticana, o Papa vai dirigir a sua mensagem natalina em cerca de 60 línguas e conceder a sua benção solene Urbi et Orbi ao mundo inteiro.Recordamos que este será o vigésimo sétimo Natal do Pontificado de João Paulo II.

Vaticano fazia parte dos terrenos da Grã - Bretanha desde 1814, mas após 21 Setembro de 1964, esta Republica torna - se independente, marcando este dia como o feriado nacional de Vaticano.

População
Habitantes: 393 mil (2002)
Nacionalidade: maltesa
Composição: malteses 96% (1996).
Idiomas: inglês e maltês (oficiais).
Religião: cristianismo 98,3% (católicos 94,5%) (2000).
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CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II ÀS CRIANÇAS

Queridas crianças!

Nasce Jesus

Dentro de poucos dias, celebraremos o Natal, festa muito sentida por todas as crianças no seio de cada família. Neste ano, sê-lo-á ainda mais, porque é o Ano da Família. Antes que ele termine, desejo dirigir-me a vós, crianças do mundo inteiro, para partilhar convosco a alegria desta sugestiva ocorrência.
O Natal é a festa de um Menino, de um Recém-nascido. É, portanto, a vossa festa! Aguardais-la com impaciência, e para ela vos preparais com alegria, contando os dias e quase as horas que faltam para a Noite Santa de Belém.
Parece que estou a ver-vos: andais a preparar o presépio, em casa, na paróquia, em cada canto do mundo, reconstruindo o clima e o ambiente em que nasceu o Salvador. É verdade! Durante o período natalício, a gruta com a manjedoura ocupa o lugar central na Igreja. E todos se apressam a ir em peregrinação espiritual até lá, como os pastores na noite do nascimento de Jesus. Mais tarde, será a vez dos Magos chegarem do Oriente distante, seguindo a estrela até ao lugar onde foi colocado o Whiteentor do universo.
Também vós, nos dias de Natal, visitais os presépios, parando a ver o Menino deitado nas palhinhas. Olhais sua Mãe, São José, guardião do Whiteentor. Ao contemplar a Sagrada Família, pensais na vossa família, aquela onde viestes ao mundo. Pensais na vossa mãe, que vos deu à luz, e no vosso pai. Eles preocupam-se com o sustento da família e com a vossa educação. Com efeito, tarefa dos pais não é apenas a de gerar os filhos, mas também de os educar desde o seu nascimento.
Queridas crianças, escrevo-vos a pensar no tempo - já lá vão muitos anos - em que também eu era menino como vós. Também eu vivia, então, a atmosfera feliz do Natal, e quando brilhava a estrela de Belém corria ao presépio, junto com os da minha idade, para reviver o que sucedeu há 2000 anos, na Palestina. Nós, crianças, manifestávamos a nossa alegria sobretudo com o canto. Como são belos e comoventes os cânticos natalícios, que, segundo a tradição de cada povo, se alternam à volta do presépio! Como são profundos os pensamentos neles contidos, e sobretudo quanta alegria e ternura neles se exprime ao Deus-Menino, que veio ao mundo na Noite Santa!
Também os dias que se seguem ao nascimento de Jesus, são dias de festa: assim, oito dias depois, recorda-se que, como mandava a tradição do Antigo Testamento, foi dado ao Menino um nome: foi chamado Jesus. Após quarenta dias, comemora-se a sua apresentação no Templo, como sucedia com todo o filho primogénito de Israel. Naquela ocasião, teve lugar um encontro extraordinário: Nossa Senhora, que chegava ao Templo com o Menino, vê vir ao seu encontro o velho Simeão, o qual, tendo pegado Jesus pequenino em seus braços, pronunciou estas palavras proféticas: « Agora, Senhor, podes deixar o teu servo partir em paz, segundo a tua palavra, porque os meus olhos viram a Salvação, que preparaste em favor de todos os povos: Luz para iluminar as nações e glória de Israel, teu povo » (Lc 2, 29-32). Voltando-se depois para Maria, sua mãe, acrescentou: « Este Menino está aqui para queda e ressurgimento de muitos em Israel e para ser sinal de contradição; uma espada trespassará a tua alma, a fim de se revelarem os pensamentos de muitos corações » (Lc 2, 34-35). Assim pois, já nos primeiros dias da vida de Jesus, ressoa o anúncio da Paixão, à qual um dia será associada também a Mãe, Maria: na Sexta-feira Santa, estará silenciosa ao pé da Cruz do Filho. Aliás, não deverá transcorrer muito tempo depois do nascimento até o pequenino Jesus Se achar sujeito a grave perigo: o cruel rei Herodes mandará matar todos os meninos com menos de dois anos, pelo que Ele será obrigado a fugir com os pais para o Egipto.
Certamente conheceis muito bem estes factos ligados ao nascimento de Jesus. Foram-vos contados pelos vossos pais, os padres, os professores, os catequistas; e, além disso, cada ano voltais a vivê-los espiritualmente no período das festas natalícias, juntamente com toda a Igreja: portanto, vós tendes conhecimento destes aspectos dramáticos da infância de Jesus.
Queridos amigos! Nas vicissitudes do Menino de Belém, podeis reconhecer a sorte das crianças de todo o mundo. Se é certo que uma criança constitui a alegria dos pais, e também da Igreja e da sociedade inteira, é igualmente verdade que nos nossos tempos, infelizmente, muitas crianças sofrem e vivem ameaçadas, em várias partes do mundo: padecem fome e miséria, morrem por causa das doenças e da desnutrição, caem vítimas das guerras, são abandonadas pelos pais e condenadas a ficar sem casa, privadas do calor de uma família própria, sofrem muitas formas de violência e prepotência por parte dos adultos.
Como é possível permanecer indiferente perante o sofrimento de tantas crianças, especialmente quando, de qualquer modo, é causado pelos adultos?

Jesus comunica a Verdade
Aquele Menino, que, no Natal, contemplamos deitado na manjedoura, com o passar dos anos cresceu. Como sabeis, aos doze anos Ele deslocou-Se pela primeira vez, juntamente com Maria e José, de Nazaré a Jerusalém por ocasião da Festa da Páscoa. Lá, perdido no meio da multidão dos peregrinos, separou-Se dos pais e, junto com outros da sua idade, pôs-Se a ouvir os doutores do Templo, como se fosse uma « sessão de catequese ».
Realmente as festas eram ocasiões propícias para transmitir a fé aos rapazes com a mesma idade de Jesus. Sucedeu, porém, que, durante tal encontro, o Adolescente extraordinário, vindo de Nazaré, não só fez perguntas muito inteligentes, mas Ele próprio começou a dar respostas profundas àqueles que O estavam a ensinar. As perguntas e, mais ainda, as respostas maravilharam os doutores do Templo. Era aquela mesma admiração que, mais tarde, haveria de acompanhar a pregação pública de Jesus: o episódio do Templo de Jerusalém não era senão o início e como que o prenúncio daquilo que viria a acontecer alguns anos mais tarde.
Queridos rapazes e meninas que andais pelos doze anos como Jesus, este episódio da sua vida não vos faz lembrar as lições de religião, que tendes na paróquia e na escola, e às quais sois convidados a tomar parte? Quereria, então, fazer-vos algumas perguntas: qual é a vossa atitude face às aulas de religião? Deixais-vos enlevar como Jesus aos doze anos no Templo? Sois diligentes a frequentá-las na escola e na paróquia? Ajudam-vos nisso os vossos pais?
Com doze anos, Jesus ficou de tal modo compenetrado por aquela catequese no Templo de Jerusalém que, de certa forma, esqueceu até os próprios pais. Maria e José, tomando a estrada de regresso para Nazaré juntamente com outros peregrinos, depressa se deram conta da ausência de Jesus. Longas foram as buscas. Voltaram sobre os seus passos, e somente ao terceiro dia é que O conseguiram encontrar em Jerusalém no Templo. « Filho, porque nos fizeste isto? Olha que teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura » (Lc 2, 48). Como é estranha a resposta de Jesus, e quanto dá que pensar! « Porque Me procuráveis? - disse Ele -. Não sabíeis que devo ocupar-Me das coisas de meu Pai? » (Lc 2, 49). Era uma resposta difícil de aceitar. O evangelista Lucas acrescenta simplesmente que Maria « guardava todas estas coisas no seu coração » (2, 51). Efectivamente, era uma resposta que só mais tarde se tornaria compreensível, quando Jesus, já adulto, teria iniciado a pregar, declarando que, pelo seu Pai celeste, estava disposto a enfrentar qualquer sofrimento e até mesmo a morte na cruz.
Jesus voltou de Jerusalém com Maria e José para Nazaré, onde viveu submisso a eles (cfr. Lc 2, 51). A propósito deste período, anterior ao início da pregação pública, o Evangelho diz apenas que Ele « crescia em sabedoria, em estatura e em graça diante de Deus e dos homens » (Lc 2, 52).
Queridos adolescentes, no Menino que admirais no presépio, aprendei a ver já o rapaz de doze anos que dialoga com os doutores, no Templo de Jerusalém. Ele é o mesmo homem adulto que mais tarde, pelos trinta anos, começará a anunciar a palavra de Deus, escolherá os doze Apóstolos, será seguido por multidões sequiosas de verdade. A cada passo, confirmará o seu ensinamento extraordinário com os sinais do poder divino: restituirá a vista aos cegos, curará os doentes, até os mortos ressuscitará. E entre os mortos chamados à vida, contar-se-á a filha de Jairo - também ela com doze anos -, e o filho da viúva de Naim, restituído vivo à sua mãe banhada em lágrimas.
É assim mesmo: este Menino, acabado agora de nascer, quando Se tornar grande, como Mestre da Verdade divina, manifestará um afecto extraordinário pelas crianças. Dirá aos Apóstolos: « Deixai vir a Mim as criancinhas, não as afasteis », acrescentando: « Pois a quem é como elas pertence o Reino de Deus » (Mc 10, 14).
Outra vez, quando os Apóstolos discutiam sobre quem seria o maior, por-lhes-á diante uma criança dizendo: « Se não vos converterdes voltando a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino dos Céus » (Mt 18, 3). Naquela ocasião, pronunciará também palavras de advertência muito severas: « Mas se alguém escandalizar um destes pequeninos que crêem em Mim, seria preferível que lhe suspendessem em volta do pescoço uma mó de moinho, das movidas pelos jumentos, e o lançassem nas profundezas do mar » (Mt 18, 6).
Como é importante a criança aos olhos de Jesus! Poder-se-ia mesmo observar que o Evangelho está profundamente permeado pela verdade sobre a criança. Até seria possível lê-lo, no seu todo, como o « Evangelho da criança ».
Na verdade, que quer dizer: « Se não vos converterdes voltando a ser como as criancinhas, não podereis entrar no Reino dos Céus »? Porventura não apresenta Jesus a criança como modelo também para os adultos? Na criança, há algo que nunca poderá faltar em quem deseja entrar no Reino dos Céus. Ao Céu, estão destinados aqueles que são simples como as crianças, quantos são cheios de confiante abandono, ricos de bondade e puros como elas. Só esses podem encontrar em Deus um Pai, e tornarem-se, por sua vez e graças a Jesus, igualmente filhos de Deus.
Não é esta a principal mensagem do Natal? Lemos em São João: « E o Verbo fez-Se homem e habitou entre nós » (1, 14); e ainda: « A todos os que O receberam, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus » (1, 12). Filhos de Deus! Vós, queridos adolescentes, sois filhos e filhas dos vossos pais. Pois bem, Deus quer que todos sejamos seus filhos adoptivos, mediante a graça. Está aqui a verdadeira fonte da alegria do Natal, a propósito da qual vos escrevo já quase no final do Ano da Família. Alegrai-vos por este « Evangelho da filiação divina ». Nesta alegria, produzam abundantes frutos as próximas festas natalícias, no Ano da Família.

Jesus comunica-Se a Si próprio
Queridos amigos, inesquecível encontro com Jesus é, sem dúvida, a Primeira Comunhão, dia esse que há-de ser recordado como um dos mais belos da vida. A Eucaristia, instituída por Cristo na véspera da sua Paixão, durante a Última Ceia, é um sacramento da Nova Aliança, melhor, é o maior dos sacramentos. Nele, o Senhor faz-Se alimento das almas sob as espécies do pão e do vinho. As crianças recebem-no solenemente na primeira vez - precisamente a Primeira Comunhão - e são convidadas a recebê-lo depois o maior número de vezes possível, para per manecerem na amizade íntima com Jesus.
Como sabeis, para aproximar-se da Sagrada Comunhão é preciso ter recebido o Batismo: este é o primeiro dos sacramentos e o mais necessário para a salvação. Trata-se de um grande acontecimento! Nos primeiros séculos da Igreja, quando o Batismo era recebido sobretudo pelos adultos, o rito sagrado concluía com a participação na Eucaristia e tinha a solenidade que hoje se dá à Primeira Comunhão.
Posteriormente, quando se começou a baptizar principalmente os recém-nascidos - é o caso também de muitas de vós, queridas crianças, que por isso não recordais o dia do vosso Baptismo - a festa mais solene foi deslocada para o momento da Primeira Comunhão. Qualquer criança, menino ou menina, de família católica conhece perfeitamente este costume: a Primeira Comunhão é vivida como uma grande festa de família. Naquele dia, juntamente com o festejado, em geral aproximam-se da Eucaristia os pais, os irmãos, as irmãs, os parentes, os padrinhos, e às vezes também os professores e os educadores.
Além disso, o dia da Primeira Comunhão é uma grande festa na paróquia. Recordo como se fosse hoje, quando, junto com os da minha idade, recebi pela primeira vez a Eucaristia na igreja paroquial da minha terra. Costuma-se registar este acontecimento no álbum da família, para que não seja esquecido. Geralmente tais fotografias acompanham a pessoa pelo resto da sua vida. Com o passar do tempo, indo folheá-las revive-se a atmosfera daqueles momentos; torna-se à pureza e à alegria experimentada no encontro com Jesus, que por amor Se fez Whiteentor do homem.
Para quantas crianças na história da Igreja, a Eucaristia foi fonte de força espiritual, por vezes mesmo heróica! Como não recordar, por exemplo, meninas e meninos santos, que viveram nos primeiros séculos e, ainda hoje, são conhecidos e venerados em toda a Igreja? Santa Inês, que viveu em Roma; Santa Águeda, martirizada na Sicília; São Tarcísio, com toda a razão chamado mártir da Eucaristia, porque preferiu morrer a entregar Jesus, que levava consigo sob as espécies de pão.
E assim ao longo dos séculos, até aos nossos tempos, não faltam crianças e adolescentes entre os santos e beatos da Igreja. Como, no Evangelho, Jesus deposita particular confiança nas crianças, assim também a Sua Mãe, Maria, não deixou de reservar aos pequenos, no curso da história, o seu carinho materno. Pensai em Santa Bernardete de Lourdes, nas crianças de La Salette e, em nosso século, nos pastorinhos de Fátima - Lúcia, Francisco e Jacinta.
Falei-vos, mais atrás, do « Evangelho da criança »: não teve ele uma expressão particular, em nossa época, na espiritualidade de Santa Teresinha do Menino Jesus? É bem verdade: Jesus e a sua Mãe escolhem frequentemente as crianças para lhes confiar tarefas grandes para a vida da Igreja e da humanidade. Nomeei apenas algumas delas universalmente conhecidas, mas tantas outras crianças, menos notadas, existem! O Whiteentor da humanidade parece partilhar com elas a solicitude pelos outros: pelos pais, pelos companheiros e companheiras. Jesus põe grande esperança na sua oração. Que poder enorme tem a oração das crianças! Ela torna-se um modelo para os próprios adultos: rezar com confiança simples e total, quer dizer orar como sabem rezar as crianças.
E chego a um ponto importante desta minha Carta: já no final do Ano da Família, é à vossa oração, queridos amiguinhos, que desejo confiar os problemas da vossa família e de todas as famílias do mundo. E não só isso: tenho ainda outras intenções a recomendar-vos.
O Papa conta muito com as vossas orações. Devemos rezar juntos e muito, para que a humanidade, formada por diversos milhares de milhões de seres humanos, se torne cada vez mais a família de Deus, e possa viver na paz. No princípio, recordei os indescritíveis sofrimentos, que tantas crianças experimentaram neste século, e os que muitas delas continuam a sofrer ainda neste momento. Quantas, mesmo nestes dias, caem vítimas do ódio que enfurece em diversas regiões da terra: nos Balcãs, por exemplo, e em alguns países da África. Foi precisamente ao meditar sobre estes factos que inundam de dor os nossos corações, que decidi pedir-vos, queridas crianças e adolescentes, que fizésseis vossa a oração pela paz. Vós bem o sabeis: o amor e a concórdia constroem a paz, o ódio e a violência destroem-na. Instintivamente procurais resguardo do ódio e sentis-vos atraídos pelo amor: por isso, o Papa está certo de que não recusareis o seu pedido, mas unir-vos-eis à sua oração pela paz no mundo com o mesmo ardor com que rezais pela paz e a concórdia nas vossas famílias.

Louvai o nome do Senhor!
Permiti, queridos meninos e meninas, que, no final desta Carta, recorde as palavras de um Salmo que sempre me tocaram: Laudate pueri Dominum! Louvai, meninos, louvai o nome do Senhor! Bendito seja o nome do Senhor agora e para sempre! Desde o nascer ao pôr do sol, seja louvado o nome do Senhor (cfr. Sal 112113,1- 3). Quando medito as palavras deste Salmo, passam diante dos meus olhos os rostos das crianças de todo o mundo: do Oriente ao Ocidente, do Norte ao Sul. É a vós, meus amiguinhos, sem distinção de língua, de raça ou nacionalidade, que digo: Louvai o nome do Senhor!
E uma vez que o homem deve louvar a Deus, antes de mais, com a vida, não vos esqueçais daquilo que Jesus, com doze anos, disse a sua Mãe e a José no Templo de Jerusalém: « Não sabíeis que devo ocupar-Me das coisas de meu Pai? » (Lc 2, 49). O homem louva a Deus seguindo a voz da própria vocação. Deus chama cada homem, e a sua voz faz-se sentir já na alma da criança: chama a viver no matrimónio ou então a ser sacerdote; chama à vida consagrada ou talvez ao trabalho nas missões... Quem sabe?! Rezai, queridos rapazes e meninas, para descobrirdes qual é a vossa vocação, para depois a seguirdes generosamente.
Louvai o nome do Senhor! Na noite de Belém, as crianças dos diversos Continentes olham com fé para o Menino recém-nascido e vivem a grande alegria do Natal. Cantando em suas línguas, louvam o nome do Senhor. Assim se estendem por toda a terra as sugestivas melodias do Natal. São palavras ternas, comoventes, que ressoam em todas as línguas humanas; é como um canto de festa que se eleva de toda a terra, e se une ao canto dos Anjos, mensageiros da glória de Deus, sobre a gruta de Belém: « Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado » (Lc 2, 14). O Filho pwhiteilecto de Deus apresenta-Se entre nós como um recém-nascido; ao whiteor d'Ele, as crianças de todas as nações da terra sentem sobre si o olhar repleto de amor do Pai celeste e alegram-se porque Deus as ama. O homem não pode viver sem amor. Ele é chamado a amar a Deus e ao próximo, mas para amar verdadeiramente deve ter a certeza que Deus lhe quer bem.
Deus vos ama, queridos meninos! Isto é o que vos quero dizer no final do Ano da Família e por ocasião destas festas natalícias que são de modo particular as vossas festas.
Desejo-vos que elas sejam felizes e em paz; desejo que tenhais nelas uma experiência mais intensa do amor dos vossos pais, irmãos, irmãs e dos outros membros da vossa família. Que este amor se estenda, depois, à vossa comunidade inteira, melhor, a todo o mundo, graças precisamente a vós, queridos adolescentes e crianças. Então o amor alcançará a todos quantos têm particular necessidade dele, especialmente aos doentes e abandonados. Haverá alegria maior do que a alegria gerada pelo amor? Que alegria é maior do que aquela que vós, Jesus, trazeis, no Natal, ao coração dos homens, e particularmente ao coração das crianças?
Levantai a vossa mãozinha, Deus-Menino,
e abençoai estes vossos amiguinhos,
abençoai as crianças de toda a terra!

Vaticano, 13 de Dezembro de 1994.

A CRIANÇA, DOM DE DEUS À HUMANIDADE
Que as crianças, como dons preciosos de Deus, sejam respeitadas, compreendidas e amadas.
Que a encarnação de Cristo seja o modelo de todo o autêntico esforço de inculturação do Evangelho.
Cada criança que nasce, é uma nova vida que aparece no mundo, é esperança de um futuro melhor, é, fundamentalmente, um dom de Deus, o primeiro dom de que dependem todos os outros que cada novo ser que aparece neste mundo receberá.
Jesus e as crianças
Não é necessário procurar muito nos Evangelhos, para nos darmos conta do respeito, compreensão e amor que Cristo manifestava para com as crianças. Tudo isto nos parece natural, mas de facto não é, se pensarmos que as crianças no tempo de Cristo não tinham estatuto social, não se lhes dava qualquer importância, nem eram consideradas propriamente pessoas. Mas Cristo, neste ponto, como em muitos outros, veio revolucionar essa mentalidade tão estranha e desumana.
Em muitas ocasiões surpreendeu os seus ouvintes em geral e até os apóstolos, com as atitudes que tomou em relação às crianças: «Deixai vir a mim as criancinhas e não as impeçais, porque o reino de Deus é para aqueles que são como elas… e abraçava-as e abençoava-as» (Mc 10, 14-16).
Segundo o pensamento de Jesus, não só devemos ser bondosos e respeitadores das crianças, mas também devemos imitar a sua simplicidade e abertura. Quer dizer, devemos cultivar e viver as virtudes que as crianças experimentam espontaneamente, espontaneidade que a educação deve orientar e aperfeiçoar.
A Igreja e as crianças
Os ensinamentos da Igreja, hoje e desde sempre, não podiam deixar de ser um eco daquilo que fez Jesus.
Escreve João Paulo II, na Exortação O papel da família no mundo contemporâneo, no n. 26: «Na família, comunidade de pessoas, deve reservar-se uma atenção especialíssima à criança, cultivando uma profunda estima pela sua dignidade pessoal, bem como um grande respeito e um generoso serviço pelos seus direitos. Isto vale para qualquer criança, mas adquire uma importância particular quando ela é pequena, está doente ou é deficiente». E o Papa acrescenta um pouco adiante: «O acolhimento, a estima, e os serviços a prestar a cada criança que vem a este mundo, deve constituir uma nota distintiva e irrenunciável dos cristãos, especialmente nas famílias cristãs». E numa alocução proferida na ONU, Mons. Martino, como representante do Vaticano, declarou corajosamente: «Devemos ter sempre presente que os direitos das crianças não são uma concessão dos Governos ou dos membros adultos da família humana. Estão escritos na natureza da criança, e o objectivo da legislação é proclamá-los e defendê-los o mais possível».
A triste realidade
Em perfeito contraste com aquilo que Jesus fazia e nos vem relatado nos Evangelhos, e a Igreja se esforça por continuar, verificamos dolorosamente, todos os dias, as terríveis condições de vida em que muitas crianças vivem, ou melhor, sobrevivem.
Basta pensar nas 300.000 crianças-soldados, recrutadas à força em tantas nações, e usadas como carne para canhão nas missões mais arriscadas; pensar nos maus tratos dentro e fora das casas, nas mortes, nas sevícias, violações e um longuíssimo etc.
E se a isto acrescentarmos a falta de amor e carinho para com tantas crianças, a falta de atenção às mesmas, a falta de presença dos pais junto dos filhos, com todas as consequências que daqui advêm, o problema avoluma-se e de que maneira!
Cada criança, um pequeno Jesus
Jesus identifica-Se com cada criança. Como proclamamos neste Natal, como aliás em todos os natais, Ele é o Emmanuel, Deus-connosco. É a Jesus que servimos e amamos, quando acolhemos e atendemos uma criança: «Aquele que acolhe uma criança é a Mim que acolhe» (Lc 9, 48).
E terminamos com a Mensagem de Natal do Papa, no Natal de 2002: «O menino jaz num pobre presépio; este é um sinal de Deus. Os séculos e milénios passam, mas o sinal permanece e continua válido. É sinal de esperança para toda a família humana; é sinal de paz para quem sofre conflitos de toda a espécie; sinal de liberdade para o pobre e o oprimido; sinal de misericórdia para os que estão enwhiteados no círculo vicioso do pecado; sinal de amor e consolação para aqueles que se sentem sós e abandonados. Sinal pequeno e frágil, sinal humilde e sereno, mas cheio do poder de Deus que por amor Se fez homem».
António Coelho, S.J.
“Toda Criança é Deus reenviado
Todo Natal seu renascer divino
A nos lembrar que o Mundo é um legado
Que ainda existe tempo e dobra um sino!”
(Marco Antunes)

O DOCE FAVORITO DO PAPA JOÃO PAULO II

PIERNIC

Ingwhiteientes

5 ovos
1 quilo de farinha de trigo
200 gramas de manteiga
1 copo de açúcar
1 copo e meio de mel
2 colherezinhas e meia de bicarbonato
canela
cravo

Modo de preparo

Em fogo brando, derreta o mel e, depois, misture o açúcar e mexa bem até tudo derreter. Deixe a mistura descansar. Derreta a manteiga e misture com o caldo de mel e açúcar derretidos. Novamente, deixe descansar. Passe a farinha de trigo e o bicarbonato numa peneira bem fina. Na seqüência, misture com a calda. Para concluir, coloque os cinco ovos e, mais uma vez, misture bem. Para finalizar, cravo e canela a gosto. Hora da massa descansar, até o dia seguinte. 24 horas depois, momento de esticar a massa no mármore. Tem de ficar bem fina. Recorte com o formato que quiser e coloque na forma, já untada. Leve ao forno brando por pouco tempo. Depois de pronto, é possível pincelar, por exemplo, uma mistura de limão, cravo e açúcar de confeiteiro - uma camada bem fininha. Este é o preferido do Papa. O que apareceu na reportagem tinha cobertura de chocolate.


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O NATAL EM SAN MARINO



SAUDAÇÃO: “Buon Natale!"

À margem do Monte Titano, um pedreiro chamado Marino deu início à construção de uma cidade italiana - o primeiro lugar no mundo a se tornar uma república independente. No princípio, o local era apenas um vilarejo que acolhia cristãos perseguidos por causa de sua fé e cujos princípios de sobrevivência baseavam-se no culto à paz e à concórdia. Atualmente, a comunidade do pequeno território - que ganhou o nome de San Marino em homenagem ao seu fundador ? de apenas 61 quilômetros quadrados é um destino turístico e ainda preserva os seus ideais. Um dos principais atrativos da república de San Marino é o Grande Prêmio de Fórmula-1, que agita a cidade e contribui para a sua divulgação mundo afora. No entanto, a paz, o aconchego, as belezas naturais, como a vista do alto do Monte Titano, as grandiosas fortalezas e os museus, tornam o lugar ainda mais encantador. A música romântica, a gastronomia e o vinho da República também conquistam a audição, o olfato, o paladar dos visitantes.
A República de San Marino foi ocupada militarmente duas vezes, mas só durante poucos meses, em 1503 por Cesare Borgia "II Valentino" e em 1739 pelo Cardinal Giulio Alberoni, De Borgia pôde livrar-se graças à morte do tirano. Do Cardeal Alberoni soube livrar-se graças a desobediência civil perante a injustiça e enviando clandestinamente mensagens para obter justiça ao Sumo Pontífice, o qual reconheceu o direito de San Marino e restabeleceu a sua independência. Em 1797, Napoleão ofereceu a extensão do território, presentes e amizade à República de San Marino. Os cidadãos agradeceram pela honra das dádivas, porém rejeitaram com instintiva sabedoria o alargamento territorial "satisfeitos com as suas fronteiras". Em 1861, Lincoln demonstrou a sua simpatia e amizade para com San Marino escrevendo, entre outras coisas, aos Capitães Regentes " ... Embora o Vosso Domínio seja pequeno, o Vosso Estado é um dos mais honrados de toda a história... ". San Marino ostenta uma tradição de hospitalidade excepcional em todas as épocas. De fato, nesta terra de liberdade nunca se recusou o direito de asilo e a ajuda aos perseguidos pela má sorte e pela tirania, quaisquer fossem as suas idéias e as suas condições. Indicaremos dois exemplos, entre os muitos que se poderiam citar: Giuseppe Garibaldi, em 1849, circundado por três exercites depois da queda da República Romana, foi hospedado e encontrou uma salvação inesperada. Durante a última guerra, San Marino hospedou mais de 1 00.000 refugiados. Hoje em dia a República de San Marino, independente, democrática e neutral, continua a viver fiel às suas antigas tradições e cada vez mais sensível às exigências do progresso..
San Marino tem uma população de 25.921 habitantes, repartidos na seguinte maneira San Marino Cittá - 4.40 Borgo Maggiore - 5.424 Domagnano - 2.296 Acquaviva - 1.297 Montegiardino - 722 Serravalle - 8.166 Faetano - 909 ChiesaNuova - 873 Fiorentino - 1.833 .
Religião: Católicos 100%.

Imagine o Natal que você sempre sonhou na mais antiga república do Mundo. Que tal um Natal em San Marino, este pequeno país dentro da Itália. A arte das luzes natalinas aqui atingem inacreditável beleza decorando o muro medieval. Sempre existe uma Feirinha Natalina no centro histórico da cidade de San Marino, capital, com centenas de idéias para presentear sempre se arma na primeira quinzena de dezembro e sua fama percorre a Itália e outros países. Sempre há atrações para as crianças e o Babbo Natale e a fada Befana, que lá distribui os presentes na noite de Natal sempre aparecem. Há um grande concerto gospel normalmente dia 26, o concerto di Capodanno. Dia 31 de dezembro há a famosa festa de São Silvestri na Piazza Sant’Agata e o adeus ao ano velho com fogos de artifício.

A culinária de San Marino é um caso a parte. Para quem gosta de uma boa massa, não tem coisa melhor. A coleção de moedas de ouro e prata de San Marino é valiossísima e é conhecida no mundo inteiro. Uma curiosidade existente lá em San Marino é a famosa tradição de colecionar selos. E para você que curte o hobby, saiba tem novidade chegando aqui no Brasil. Em breve, San Marino lançará selos estampados com figuras que fizeram a história de São Paulo, em homenagem aos 450 anos da cidade.


A gastronomia de San Marino é semelhante à de toda a Itália. Os pratos são à base de massas feitas em casa. Os turistas vão poder saborear deliciosos tortellini, passatelli, tagliatelle, lasanhas no forno, ravioli, canelloni, strozzapreti, cappelletti no caldo, e outros sabores.

Nos segundos pratos, as carnes, de coelho ao forno, frango "alla diavola", codornizes em salmoura, saltimbocca, são os ingredientes principais. Entre as sobremesas, duas são indispensáveis: bustrengo e o cacciatello, à base de ovos e leite.

Todas essas delícias devem ser acompanhadas com bons vinhos, que não faltam na região e são igualmente renomados. Os mais conhecidos são o Moscato di San Marino, Biancale, Sangiovese - de ótima produção local; Grilet e o mais apreciado, conde de Montelupo. Buon apetitt!

Bustrengo
authentic San Marino dessert.

Ingredients
100 gr. fine polenta (cornmeal), 200 gr. plain flour, 100 gr. freash breadcrumbs, 200 gr. sugar or honey, 3 eggs, half a litre of milk, 100 raisins, 100 gr. diced dried figs , grated zest of 1 lemon, grated zest of 1 orange, 500g peeled, cored and diced firm apples, 60 mls of olive oil, 1 teaspoon of salt.
Making it
Make a well amlagamated mixture with the two flours, the breadcrumbs, the whole eggs and the oil, then blend in the milk.
Add the diced apples, figs, raisins and the two kinds of grated peel.
Grease a baking dish lightly with olive oil and fill with the mixture - this is a low "cake" so a wide shallow container is best.
Bake at 160 -170 ° C for 50 to 60 minutes.

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O NATAL NOS AÇORES E NA ILHA DA MADEIRA



SAUDAÇÃO: “Boas Festa!"

AÇORES

A descoberta do arquipélago dos Açores (2.400 km2) foi feita no ano de 1427 por DIOGO DE SILVES, piloto de El-Rei de Portugal, que chegou à ilha de Santa Maria. Até 1439 sabe-se que foram descobertas 7 das 9 ilhas: SANTA MARIA (127 km2), TERCEIRA (406 km2), SÃO JORGE (244 km2), FAIAL (172 km2), PICO (441 km2), SÃO MIGUEL (760 km2) e GRACIOSA (62 km2). As outras duas, FLORES (164 km2) e CORVO (16 km2), só foram descobertas em 1452 por DIOGO DE TEIVE, um escudeiro do INFANTE DOM HENRIQUE. O nome Açores vem da palavra açor, que é a designação de uma ave. Segundo pesquisas efetuadas por LUIZ ANTÔNIO DE ASSIS BRASIL, que foi professor de literatura na Universidade dos Açores, há uma versão contando que os primeiro navegadores que lá chegaram viram bandos de milhafres, aves muito comuns no arquipélago e provavelmente as confundiram com açores, originando-se daí o nome das ilhas.
A povoação das ilhas se fez a partir de 1439 por ordem do rei DOM AFONSO, que disso encarregou o seu tio, o INFANTE DOM HENRIQUE. As motivações do povoamento imediato de ilhas, distantes e inóspitas para as condições sociais da época, foram naturalmente as seguintes: a cultura do trigo, que escasseava na Metrópole, rareava já na Madeira e era a base da alimentação das tripulações da marinha e dos soldados do norte da África; a exploração de possíveis culturas comercializáveis; e o apoio às frotas no seu regresso da África, Extremo Oriente e, mais tarde, o Brasil. Coma escassez de população em Portugal, esse povoamento foi mais imposto pelo imperativo de colonizar do que espontâneo. A idéia fundamental seria a de ocupar as ilhas para servir de portos de apoio a futuras descobertas, culminando com a aspiração máxima de atingir o oriente.
Inicialmente os Açores eram em uma Donataria Hereditária, constituindo as ilhas Capitanias. Ao donatário pertenciam todos os tributos, dízimos, impostos, rendas e foros das terras e um domínio incontestado sobre os seus habitantes. Pertencia-lhe, ainda, a jurisdição civil, criminal e administrativa, nomeando funcionários e confirmando eleições. O último donatário das ilhas foi o duque de Beja e Viseu, DOM MANUEL, que assumiu a coroa real em 1494. A vila de Angra, hoje Angra do Heroísmo e atual capital da Ilha Terceira, foi a primeira povoação dos Açores a ser elevada a cidade, recebendo o seu floral em 1534. Nesse mesmo ano foi escolhida para sede do bispado açoriano pelo PAPA PAULO III. A donataria ficou incorporada à coroa real até 1580, quando Portugal uniu-se à Espanha. A partir desse ano, foi nomeado um Governador-Geral, com poderes civis, políticos e militares e escolhida a cidade de Angra, na ilha Terceira, como sede do governo do arquipélago. Mesmo após a Restauração portuguesa, de 1640, esse sistema de administração continuou até 1653, quando voltou o sistema de capitanias sem um governo centralizado. Em 1766 o marquês de POMBAL estabeleceu uma Capitania-Geral com sede em Angra, tendo o capitão-general jurisdição em todas as ilhas.
Em 1832 a Capitania-Geral deu lugar à formação da Província Açoriana, ainda com sede em Angra. Em 1836, em mais uma modificação, divide-se as ilhas em três grupos denominados Distritos Administrativos. Após a Revolução 25 de Abril de 1974, a nova Constituição da República Portuguesa instituiu o regime político-administrativo autônomo para os arquipélagos dos Açores e Madeira. Atualmente o arquipélago é considerado uma Região Autônoma com assembléias e governos regionais assistidos por um Ministro da República. Em 1976 foram eleitos os primeiros deputados para a Assembléia Regional dos Açores e o seu primeiro Governo Regional. Atualmente, a sede da autonomia da Região Autônoma dos Açores está na cidade de Horta, ilha de Faial.
O Arquipélago dos Açores é constituído por nove ilhas, dividas em três grupos: Grupo Ocidental, formado pelas ilhas das Flores e Corvo; Grupo Central, pelas ilhas Terceira, Faial, Pico, São Jorge e Graciosa; Grupo Oriental pelas ilhas de São Miguel e Santa Maria.
O Arquipélago dos Açores está localizado no Oceano Atlântico, entre os 36 e 43 º de latitude Norte e os 25 e 31 º de longitude Ocidental.
A sua distância a Portugal Continental é de cerca de 1 500 Km. A sua superfície é de 2 333 km2 para uma população de 256 000 habitantes.
O ponto mais alto do arquipélago encontra-se situado na Ilha do Pico - e daí o seu nome - que conta com uma altitude de 2 352 m, sendo a mais alta montanha de Portugal.
O clima é temperado, registando-se temperaturas médias de 13 º no Inverno e 24 º C no Verão. A corrente do Golfo, que passa relativamente perto, mantém as águas do mar a uma temperatura média entre os 17 e os 23 º C. O ar é muitas vezes húmido situando-se a média em cerca de 75 %.
Este arquipélago faz parte da cordilheira submarina que se estende desde a Irlanda para Sul e Sudoeste, com orientação sensivelmente paralela à inflexão das costas continentais.
O solo açoriano apresenta-se muito acidentado, com linhas de relevo orientadas na direcção Este - Oeste.
A origem vulcânica dos Açores tem a sua expressão máxima na ilha de São Miguel, no famoso Vale das Furnas e teve a sua mais recente actividade no Vulcão dos Capelinhos, na ilha do Faial, em 1957.

ILHA DA MADEIRA

O arquipélago da Madeira situa-se no Oceano Atlântico, a 978 Kms a sudoeste de Lisboa. De origem vulcânica, é formado pelas ilhas da Madeira (736 Km2), Porto Santo (43 Km2), Desertas (14 Km2) e Selvagens (4 Km2). Só as duas primeiras ilhas são habitadas, constituindo as outras reservas naturais.
A ilha da Madeira possui uma orografia bastante acidentada, sendo os pontos mais altos o Pico Ruivo (1.862 m) e o Pico do Areeiro (1.818 m). O relevo, bem como a exposição aos ventos predominantes, fazem com que na ilha existam diversos micro-climas o que, aliado ao exotismo da vegetação, constitui um importante factor de atracção para o turismo, principal actividade da região. Não existem grandes variações térmicas durante todo o ano mantendo-se o clima ameno com temperaturas médias a rondar os 22ºC (máxima) e os 16ºC (mínima). A temperatura da água do mar, devido à influência da corrente quente do Golfo, mantém-se nos 22ºC no Verão, arrefecendo gradualmente até atingir os 17ºC no fim do Inverno.
A ilha do Porto Santo, por outro lado, tem uma constituição geo-morfológica completamente oposta à da ilha da Madeira. Muito plana e com 9 Km de praia de areia fina e dourada constitui uma estância de turismo ainda pouco explorada.
Apesar de possuir uma densidade populacional superior à média do país e mesmo da UE, 75% da população da ilha da Madeira habita em apenas 35% do território, sobretudo na costa sul, onde se encontra a cidade do Funchal, capital da Região Autónoma da Madeira, que concentra 45% da população, com uma densidade populacional de 1.500 h/Km2. É também nesta zona que se localiza a maior parte das unidades hoteleiras.
A economia da região assenta fundamentalmente na agricultura e no sector terciário, constituindo o turismo a maior fonte de receitas da economia madeirense. No sector agrícola, a produção de banana dirigida fundamentalmente ao consumo local e continente português, as flores e o afamado vinho da Madeira, constituem também um importante contributo para a economia regional. A indústria é pouco diversificada e consiste fundamentalmente em actividades de carácter artesanal: bordados, tapeçaria e artigos de vime. Contribuindo de forma muito positiva para o desenvolvimento económico da Madeira, não podemos deixar de referir a actividade desenvolvida pela Zona Franca da Madeira a qual integra as actividades financeira, industrial e comercial e é constituída por um conjunto de incentivos fiscais e financeiros de que podem beneficiar todas as empresas que ali se instalem.
Politicamente a Madeira é, desde 1976, uma região autónoma, dotada de um estatuto político-administrativo e de órgãos de governo próprios: a Assembleia Regional e o Governo Regional. O Estado Português é representado na região por um Ministro da República.

NATAL NOS AÇORES

Nos Açores, os preparativos para o Natal começam logo no principio do mês de Dezembro. Em todas as ilhas vive-se um corrupio, porque há mil e uma coisas para tratar. A preparação da ceia e do presépio, é uma das tradições mais importantes das terras açoreanas.
O presépio, além de representar a gruta de Belém, serve também para representar cenas do quotidiano das ilhas.
As figuras são feitas de barro, os montes são feitos de leiva de burrecas - nome que se dá ao musgo fofo e fresco., as ruas que circulam entre as casas são feitas com bagaço ou bagacina e, para a cobertura dos telhados usa-se o musgo seco.
Na ilha de Santa Maria, é costume colocar-se à volta do Menino, pratinhos de trigo grelado a que se chama relvões.
Na Graciosa, há quem faça o Altar do Menino, pondo sobre uma mesa forrada de tecido branco, alguns degraus, também forrados e, no cimo, a imagem do Menino Jesus, com flores naturais e outro tipo de ofertas espalhadas pela casa. Montado o presépio segue-se a ceia. Era costume coincidir o mês de Dezembro com a matança do porco, porque com a falta de energia eléctrica, a carne tinha de ser salgada e conservada assim até ser consumida. Ao mesmo tempo, havia enchidos e carne fresca com abundância para a ceia de Natal.

Nas Flores, para além dos enchidos, a tradição é servir galinha assada recheada com debulho, torresmos, não esquecendo os inhames com linguiça.
A melhor parte continuam a ser as sobremesas, como o arroz doce e o bolo de frutas, na ilha das Flores, a massa sovada e os biscoitos de orelha e de aguardente, em Santa Maria, os suspiros, rosquilhas de aguardente e figos passados em São Jorge, e os licores caseiros de tangerina e anis, um pouco por todo o lado.
A noite do dia 24 acaba sempre com a tradicional Missa do Galo, à meia noite.
Em São Jorge, o dia da Consoada era de especial importância para as raparigas, porque, ao contrário do resto do ano, elas tinham liberdade para sair à noite, até à hora da missa. Segundo a crença popular, nessa noite nada de mau lhes podia acontecer, enquanto nos restantes dias, depois das Trindades - mais ou menos às seis da tarde, - já não podiam sair, havendo até um ditado que dizia : "Trindades batidas, meninas recolhidas"
      ORAÇÃO DE NATAL  
  
Oh Jesus Menino Deus 
Se me ouves lá dos céus 
Um presente de Natal 
Venho pedir-te em segredo 
Não quero nenhum brinquedo
Metido no sapatinho 
Antes queria, Deus menino 
Se não me levas a mal: 
  
- Que o meu pai que está doente 
Ficasse bom de repente 
Da febre que o tem em brasa 
É que a mãe, pobre coitada, 
Anda tão preocupada 
Com a saúde do paizinho 
Porque é ele quem, sozinho, 
Ganha o pão da nossa casa. 
  
- Que o meu irmão Joaquim 
Deixasse a coisa ruim 
Que é andar nas drogas duras. 
A seguir por este andar 
Pouco tempo vai durar... 
Se esta oração é ouvida 
Dá-lhe um sentido pr’á vida 
Olha, vê lá se o curas 
  
- Que aparecesse esta semana 
A minha gata Silvana. 
Se morreu envenenada 
Um conselho aqui te dou 
Castiga quem a matou 
Tenho o quintal tão vazio 
E há já um mês que não rio 
Por não brincar com a danada. 
  
  
- Que por obra e graça tua 
Os meninos lá da rua 
Tenham sempre que comer. 
É que dizem que os mais grados 
Pagam pelos seus pecados... 
Talvez seja, que sei eu? 
Mas as crianças, Deus meu... 
Olha, não te vais esquecer... 
  
  
Se és o Deus dos aflitos 
Faz com que os meus periquitos 
Tenham uma criaçãozinha 
A fêmea bem põe o ovo 
Mas crias, nada de novo... 
Bem sei que peço demais 
Mas eu gosto de animais 
Vê se dás uma ajudinha... 
  
Já agora vou mais fundo 
E te peço, Paz no mundo 
Alegria e muito Amor 
É coisa que não existe 
Está toda a gente tão triste... 
Dai-nos, Deus, conselhos sábios 
Põe-nos sorrisos nos lábios 
Faz esta graça Senhor... 
  
  
Estela Braga e Couto e Aníbal Raposo 
Dezembro de 2003 


Galinha Recheada de Natal (Ilha Terceira)
 Ingredientes:
·	1 galinha grande 
·	alho 
·	cebola 
·	louro 
·	sal 
·	Vinho branco
Tempero:
·	sal 
·	malagueta 
·	Vinho do Porto 
·	sumo de limão 
·	
Recheio:
·	chouriço 
·	miúdos 
·	pão 
·	azeitonas 
·	massa de tomate 
·	alho 
·	cebola 
·	4 cls sopa azeite 
·	30 grs manteiga/banha 
·

Leva-se a galinha à panela apenas para levantar uma fervura. Depois de morna barra-se com os temperos. Para preparar o recheio corta-se o chouriço e miúdos em pedaços, molha-se o pão em leite a ferver. Junta-se tudo. Faz-se um refogado com a cebola, alhos tomate, azeite e banha. Quando a cebola estiver cozida junta-se à massa de pão e carnes. Mete-se tudo dentro da galinha. Vai ao forno regada com vinho branco em pedacinhos de manteiga

 Pudim Pão de Natal
Ingredientes:
·	1 1ata de leite condensado 
·	2 vezes a mesma medida de leite 
·	3 ovos 
·	1 colher (chá) de essência de baunilha 
·	1 maça grande sem casca, cortada em fatias finas 
·	Canela e açúcar para polvilhar 
·	2 pãezinhos da véspera, cortados em fatias finas 
·	150 g de ameixas pretas secas, picadas 
·	100 g de passas 
·	100 g de nozes picadas 
·	Pedaços de manteiga


Bata o leite condensado, o leite, os ovos e a essência de baunilha. Reserve. Unte uma forma refractária grande com manteiga e polvilhe com açúcar. Forre o fundo da forma com parte das fatias da maçã e polvilhe com canela e açúcar. Embeba aos poucos na mistura do leite condensado as fatias de pão, e coloque espaçadamente sobre as maçãs. Distribua parte das ameixas, das passas e das nozes e repita as camadas, terminando com as maçãs. Cubra tudo com a mistura do leite condensado restante (sem que atinja a borda da forma), espalhe pedaços de manteiga e leve ao forno médio (180°C.) durante 40 minutos. Sirva quente.

NATAL NA ILHA DA MADEIRA

Na Madeira a festa começa cedo, logo a partir do dia 16 de Dezembro, com as missas do parto, ou novenas de Ó, celebradas todas as madrugadas até à missa de alva do dia 23, ou Missa da Galinha. É uma tradição que vem de longe, e nem o frio nem a chuva das manhãs de Inverno demovem os fiéis das novenas. À ida para a igreja bebe-se café quente com um "cheirinho" de grogue ou um copito de aguardente com mel, para afastar o frio e o sono. Alguns acrescentam umas gotas de sumo de laranja para tornar a voz mais cristalina, juntando-se aos cantares que animam as celebrações.
Depois da missa, junta-se o povo no adro da Igreja em amena cavaqueira, comendo broas de mel no baile, antes de mais um dia de trabalho.


Na Câmara de Lobos e Camacha, as bandas filarmónicas percorrem as ruas com as castanholas, os bombos, as cabrinhas ou os acordeões, que acordam os mais dorminhocos.
Todo o mês de Dezembro é dedicado aos preparativos do Natal: enfeita-se o pinheiro, fazem-se as decorações com as flores típicas da época - as cabrinhas, os enciões, o azevinho . e montam-se as lapinhas, ou os presépios. Mias uma vez, a imaginação popular dá lugar aos mais variados quadros, com pastores casinhas e figuras, que representam também cenas da vida madeirense.
Na Missa do Galo ainda se representam os autos do Natal e as romarias dos pastores. Quando a missa acaba, cada um recolhe à sua casa para o reconfortante calor da canja de galinha.

Ao almoço do dia de Natal, come-se a tradicional carne de vinha de alhos, leitão assado e peru. Mas não há festa sem a especialidade natalícia mais cobiçada, o bolo de mel, cujas origens remontam ao século XVII, feito com mel de cana-de-açúcar e condimentado com especiarias.




Bolo de Mel da Madeira 
 
Ingredientes:
·	250 grs de pão em massa 
·	1,250 kg de farinha 
·	500 grs de açúcar 
·	9 dl de mel de cana 
·	250 grs de manteiga 
·	350 grs de banha 
·	1 kg de nozes 
·	125 grs de amêndoas 
·	50 grs de cidrão 
·	1 cálice de vinho Madeira 
·	3 colheres de sopa (rasas) de bicarbonato de sódio 
·	2 laranjas 
·	12 grs de erva-doce 
·	25 grs de canela 
·	6 grs de cravinho 
·	6 grs de pimenta da jamaica 
·	1 colher de chá de sal 
·	meias nozes, amêndoas e cidrão para enfeitar 


Confecção :
De véspera, compra-se o pão em massa, polvilha-se com um pouco de farinha, embrulha-se num pano e coloca-se num sítio morno. No dia seguinte, peneiram-se para um alguidar a farinha com o açúcar, faz-se uma cova no meio e deita-se aí o pão em massa. Amassa-se tudo de modo a obter uma massa homogénea. Amassando sempre, adiciona-se o mel previamente amornado com as gorduras, depois as frutas grosseiramente picadas, o vinho onde se dissolveu o bicarbonato, o sumo e a raspa da casca das laranjas e, finalmente, as especiarias. Quando, bem amassada, a massa se separar do alguidar, abafa-se com um cobertor e deixa-se levedar em local temperado durante 3 a 4 dias. Divide-se então a massa em bocados segundo o tamanho pretendido, que se colocam em formas redondas e baixas muito bem untadas com manteiga. Enfeita-se a superfície com meias nozes, amêndoas peladas e bocados de cidrão e levam-se os bolos a cozer em forno bem quente. Depois de frios embrulham-se os bolos em papel vegetal (ou modernamente em película aderente) e guardam-se em caixas de folha.

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O NATAL NA GEÓRGIA



SAUDAÇÃO: “Gilotsavt Krist'es Shobas!"

GEÓRGIA

Geórgia está encravada nas montanhas do Cálcaso, ao oriente do Mar Negro. Ali floresceu uma importante civilização muito antiga. Devido, em grande parte, à atividade missionária de Santa Nina, uma escrava proveniente da Capadócia. O Reino da Ibéria (Geórgia Oriental) adotou a fé cristã como religião oficial no ano 337, contudo a Geórgia Ocidental sob o Império Romano, se converteu ao cristianismo gradualmente até a totalidade do povo no século V.
· O Cristianismo chegou a Geórgia na primeira metade do século IV, por intermédio de uma cativa síria de nome "Nuna," que conseguiu converter o Rei do país para o Cristianismo, de nome "Mirban," juntando-se seus adeptos ao Patriarcado de Antioquia;
· O primeiro Bispo da Geórgia, com o título de Católico, fora designado em 448, com o nome de Pedro;
· Ficou a Geórgia anexada ao Patriarcado Antioqueno até o século XI, quando os Seljuquios invadiram o país, dificultando assim as comunicações entre Teflis e Antioquia;
· A Igreja da Geórgia declarou-se independente da Igreja Antioquena no fim da gestão do Patriarca Antioqueno Pedro III.
Georgia -
Capital: Tbilisi (Tiflis).
Moeda: Lari.
Idioma: Georgiano (georgian) oficial. The Georgian language and alphabet are one of the most anciient in the world. The first work of Georgian written language known to us is a mosaic inscription discovered in palestine dating back to 443. População: 5.500.000, 71% of the population are Georgians. In Georgia also reside Abkhazians, Osetians, Armenians, Azerbaijanians, Russians, Greeks and other people, representatives of about a hundred nations and nationalities.
Situação: sul da Rússia, sudeste da Europa. Georgia is situated in the Caucasus, at the junction of two continents - Europe and Asia. In the north Georgia borders on Russia, in the south-east on Azerbaijan, in the south on Armenia and Turkey. The western border of Georgia runs along the Black Sea coast. 80% do território é montanhoso.
Religião: ortodoxos georgianos (maioria), islamismo (minoria), ortodoxos russos, ortodoxos armênios (1980).
Características: montanhas do Cáucaso (NO e NE); montanhas Suram (de N a S); bacias dos rios Rioni (O) e Kür (L).
Composição: georgianos 70%, armênios 8%, russos 6%, azeris 6%, ossetianos 3%, abecazes 2%, outros 5% (1996).
Cidades principais: Tbilisi, Kutaisi, Rustavi, Batumi, Sokhumi. Patrimônios da humanidade: Cidade-Museu de Mtskheta; Catedral Bagrati e Monastério Gelati, em Kutaisi; Alto Svaneti.
Divisão administrativa: 3 regiões.
Dominada pelas altas montanhas do Cáucaso, a Geórgia, ex-república da URSS, tem a maior parte de seu território coberta por florestas. Em férteis planícies cultiva frutas cítricas, vinhas e chá. Rico em recursos minerais, o país possui importantes indústrias metalúrgicas e reservas de petróleo ainda inexploradas.
Sua economia tem sido abalada por conflitos internos desde a independência, em 1991. Embora uma trégua esteja em vigor no conflito com os nacionalistas da Ossétia do Sul, ao norte da Geórgia, o governo enfrenta desde fevereiro de 1991 um movimento separatista na Abkházia, a noroeste do país.

Pedro, o Grande, um notável monarca russo, introduziu muitas mudanças na vida e no calendário russo. Por exemplo, o Natal, que ainda continua sendo um dos mais cristãos dos feriados russos, não é celebrado no dia 25 de Dezembro e sim em 7 de Janeiro, em concordância com o calendário russo.
O natal ortodoxo acontece no dia 7 de janeiro e tem muitas semelhanças com o natal católico. A diferença de datas ocorre por causa das divergências entre os calendários gregoriano (ocidental) e Juliano. Um mês antes do natal, os georgianos ficam em abstinência parecida com a da Páscoa. Durante a ceia, comem todos os alimentos que ficaram sem consumir para comemorar o nascimento de Cristo. Também se decoram as casas.. Durante o regime comunista, não exisitam árvores de Natal, mas sim de Ano Novo. A tradição do Natal na Geórgia é comer muito mel, grãos e frutas. O local é o paraíso dos vegetarianos, já que não se come carne durante a festa. O ideal é que sejam consumidos bolos, tortas, pasteis, um creme feito de grãos de trigo, que simboliza a esperança e a longevidade.

MOUSSE DE TBILISI (GEORGIA)

Ingredientes:

Creme:
· 1 lata de leite condensado
· 3 latas de leite de vaca
· 3 gemas
· 2 colheres de sopa de amido de milho

Merengue:
· 3 claras
· 4 colheres de sopa de açúcar
· 2 pacotes de gelatina de morango
Bata os ingredientes do creme no liquidificador e leve ao fogo, mexendo sempre, até que engrosse. Reserve. Prepare as gelatinas com a quantidade de água indicada pelo fabricante. Bata as claras, misturando o açúcar. Misture as 3 preparações (creme, merengue e gelatina). Coloque num refratário grande e leve à geladeira. Na hora de servir, faça moranguinhos de chantilly sobre a sobremesa ou cubra com coco ralado fresco.

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O NATAL EM JERSEY



SAUDAÇÃO: "Merry Christmas!"

ilha, de apenas 11.655 hectares, no Canal da Mancha, entre a Inglaterra e a França (região da Normandia). É denominada "Ilha de Jersey", e pertence ao Reino da Grã-Bretanha. A Ilha é o cenário da história do filme "Os Outros" com Nicole Kidman.
Bailiwick of Jersey - Protetorado de Jersey
Capital: Saint Helier.
Idioma: Inglês (oficial), francês (Norman-French) é falado por nativos.
Situação: Compreende as Ilhas do Canal (Guernsey, Jersey), localizado no Oeste da Europa, costa noroeste da França, sul do Reino Unido. Localizada na Bahía do Monte São Michel, a ilha de Jersey form the last vestiges of the Duchy of Normandy still attached to the British Crown.
Área: 116,2 km².
População: 85,1 mil (1996).
Moeda: Libra esterlina.
Bandeira: branca com a cruz vermelha diagonal de Saint Patrick - santo padroeiro da Irlanda.
O arquipélago reúne oito ilhas localizadas no Canal da Mancha, entre a França e a Grã-Bretanha. Jersey e Guernsey, as duas de maior porte, têm Parlamento e sistema administrativo e legal próprios. As seis menores: Alderney, Sark, Herm, Jethou, Brechou e Lihou, são dependências de Guernsey.
A instalação de bancos comerciais vem mudando o perfil da economia local, ainda baseada no turismo e na agricultura. Archaeological investigation at La Cotte de St Brelade points to human occupation as long ago as 250.000 BC.


Bem, um bom lugar para fugir da loucura consumista do Natal é Jersey. Que tal um Natal com uma bela, embora gélida, paisagem marítima atrás da sua árvore de Natal por uma vidraça panorâmica para a praia? Esse é um cenário não só possível , mas provável de um Natal em Jersey. Se acha que não vai ouvir os famosos "carols" (Músicas Natalinas) está enganado. Há coros por toda parte de casa em casa. Há boa comida (peixes e mariscos em abundância), gente alegre de férias e mesmo Santa Klaus (Papai Noel) dá o ar de sua graça em Jersey no Natal. Natal inglês com chá e tudo, mas também com um odor de mar convidando para passeios e brincadeiras ao ar livre.

Cabbage Loaf (Du Pain Sus Eune Fielle de Chour) (JERSEY)

Ingredientes:

1 lb strong plain flour
½ oz fresh yeast
½ oz pint liquid (half water, half milk)
1 tsp sugar
1 oz margarine
Pinch salt
2 large cabbage leaves


Modo de Fazer
Sieve the flour into a warmed mixing bowl. Cream the yeast and sugar in a small basin and add a quarter of the liquid. Make a well in the centre of the flour and add the yeast. Sprinkle over a little flour, cover with a cloth and leave in a warm place until the yeast ferments. Then add the remainder of the liquid, fat and salt and knead into a smooth dough. Return to the basin, cover with a cloth and leave in a warm place until it has doubled in size. Remove from the bowl and give a further kneading. Then mould into a large round loaf, cover with a cloth and leave in a warm place to "prove" until doubled in size. Finally, wrap the loaf in the large cabbage leaves which have been lightly greased on the inside, tie lightly, and bake in a hot oven, gas mark 6, 200° C (400° F) for approximately 15 minutes. · .

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O NATAL NA BIELORRÚSSIA



SAUDAÇÃO: “Vyaselykh Kalyad!"

A Bielorrússia, Bielorússia, Bielo-Rússia ou ainda Belarus é um país da Europa de Leste, resultante da desagregação da União Soviética. Limita a norte com a Letónia, a norte e a leste com a Rússia, a sul com a Ucrânia, a leste com a Polónia e a leste e a norte com a Lituânia. Capital: Minsk.

Do século IX até ao XIII a Bielorrússia foi parte da Rus' de Kiev - o estado eslavo. No século XIII o país foi conquistado pela Lituânia. Em 1385 a Lituânia e a Polónia assinaram o pacto da união pessoal, e em 1569 o pacto da união real ( um parlamento, uma política interna e externa). A nobreza da Bielorrússia aceitou a língua polaca e o catolicismo. Na cidade de Brest (polaco Brześć) foi assinado o pacto da união entre a igreja católica e a igreja ortodoxa na Polónia. Foi fundada a igreja grecocatólica. A cultura e a língua polaca dominaram na Bielorrússia até ao século XVIII e na Bielorrússia Ocidente até 1939. As mais importantes cidades eram Minsk e Hrodno (polaco Grodno). Minsk foi ocupada pela Rússia em 1793. Em 1795 o Estado Polaco - Lituano foi conquistado pela a Rússia, a Áustria e a Prússia. Na Bielorússia nasceu Adam Mickiewicz - o mais importante poeta polaco. Ele é chamado "o poeta das três nacionalidades: polacos, lituanos e bielorussos . O século XIX era um período do desnacionalização dos Bielorussos. Os russos destruiram a igreja grecocatólica. Em 1919 depois da I Guerra Mundial a Polónia recuperou a Bielorrússia mas depois da guerra com União Soviética ela perdeu Minsk. A Bielorrússia foi dividida pela Polónia e pela União Soviética em 1921. Em 1939 a Polónia foi invadida pelos alemães e pelos russos. Os russos anexaram a Bielorrússia polaca, e em 1945 expulsaram os habitantes polacos. A Bielorrússia é um país independente desde 1991.
Nome oficial: República da Belarus (Respublika Belarus').
Nacionalidade: bielo-russa.
Data nacional: 27 de julho (Data Nacional).
Capital: Polaminsk.
Cidades principais: Minsk (1.725.100), Homyel (503.700), Mahilyow (371.300), Vitsyebsk
(358.700), Hrodna (308.900) (1999).
Idioma: bielo-russo e russo (oficiais).
Religião: cristianismo 80% (ortodoxos bielo-russos), outras 20% (1997).


Decorações: A palha é importante em muitos aspectos para a celebração do natal na Bielorrússia. A maioria dos ornamentos brilhantemente coloridos encontrados em árvores de Natal em Belarus são feitos da palha de tal modo decorada que aos olhos de crianças pareçam estrelas. A palha é colocada na mesa de jantar na Véspera de Natal para lembrar às famílias da palha no estábulo onde Jesus nasceu. Em muitos lares, a ceia de Natal é feita e servida em doze etapas para lembrar os 12 apóstolos de Jesus, cada um identificado com um mês do ano.
A palha é usada também para dizer a fortuna, costume que ocorre entre o Natal e o ano novo. Os adultos extraem palhas da mesa de Natal para determinar seu futuro no ano próximo. Muitas simpatias dizem respeito à previsão de casamento de jovens moças. Uma delas diz que se você colocar dois espelhos de frente para o outro no crepúsculo do último dia do ano e olhar em direção ao sol poente poderá ver a face de seu futuro marido...Se não queimar os olhos, é claro! Os cantos, a roupa, os desejos e os deleites do Natal são todas tradições de Belaros que sempre pretendem trazer boa fortuna e fazer a prosperidade povoar todo o ano novo.
Janeiro- Simão Pedro

Antes de se tornar um dos doze discípulos de Cristo, Simão Pedro era pescador. Teria nascido em Betsaida e morava em Cafarnaum. Segundo o relato no Evangelho de São Lucas 5:1-11, Pedro terá conhecido Jesus quando este lhe pediu que utilizasse uma das suas barcas, de forma a poder pregar a uma multidão de gente que o queria ouvir. Pedro, que estava a lavar redes com São Tiago e João, seus sócios, concedeu-lhe o lugar na barca que foi afastada um pouco da margem. No final da pregação, Jesus disse a Simão Pedro que fosse pescar de novo com as redes em águas mais profundas. Pedro diz-lhe que tentara em vão pescar durante toda a noite e nada conseguira mas, em atenção ao seu pedido, fá-lo-ia. O resultado foi uma pescaria de tal monta que as redes iam rebentando, sendo necessária a ajuda da barca dos seus dois sócios, que também quase se afundava puxando os peixes. Numa atitude de humildade e espanto Pedro prosta-se perante Jesus e diz para que se afaste dele, já que é um pecador. Jesus encoraja-o, então, a seguí-lo, dizendo que o tornará "pescador de homens". De acordo com os Evangelhos, Simão foi o primeiro dos discípulos a professar a fé de que Jesus era o filho de Deus. É esse acontecimento que leva Jesus a chamá-lo de Pedro - a pedra basilar da nova crença. Encontramos o relato do evento no Evangelho de São Mateus 16:13-23: Jesus terá perguntado aos seus discípulos (depois de se informar do que sobre ele corria entre o povo): "E vós, quem pensais que sou eu?"; ao que Pedro respondeu "És o Cristo, Filho de Deus vivo". Jesus ter-lhe-á dito, então: "Simão, filho de Jonas, és um homem abençoado! Pois isso não te foi revelado por nenhum homem, mas pelo meu Pai, que está no céu. Por isso te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja, e o poder da morte não poderá mais vencê-la. Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu, e o que ligares na terra será ligado no céu, e o que desligares na terra será desligado no céu". É por esta razão que São Pedro é, geralmente representado com chaves na mão e a tradição apresenta-o como porteiro do Paraíso. Os evangelhos referem-no muitas vezes (mais que a qualquer outro dos discípulos). Conta-se no Evangelho de São Mateus 26:30-35 que Jesus, no Monte das Oliveiras, antes de ser preso, nessa noite, revelou que os seus discípulos seriam dispersados, abandonando-o. Pedro assegura que nunca o abandonaria. Jesus declara-lhe: "Garanto-te que esta noite, antes que o galo cante, me negarás três vezes". Pedro insiste na sua fidelidade. Mais tarde, segundo o mesmo Evangelho, 26:69-75, Pedro, que observava de longe o julgamento de Jesus no átrio do sumo sacerdote Caifás, ao ser apontado como um dos seguidores de Cristo por várias pessoas, nega Cristo por três vezes, tal como fora predicto. Quando o galo canta, Pedro lembra-se do que lhe fora profetizado por Jesus e chora de arrependimento. No capítulo 21 do Evangelho de São João, é relatado que Cristo, ressuscitado, depois de perguntar repetidas vezes a Pedro se este o ama, lhe diz: "Cuida da minhas ovelhas. Em verdade te digo: quando eras mais novo, cingias o cinto e ias para onde querias. Quando fores mais velho, estenderás as mãos e será outro a cingir-te o cinto, levando-te para onde não queres.", o que indica que terá sido martirizado pela crucificação. Clemente de Roma, cerca de 95 d. C., refere que terá morrido durante o reinado de Nero. A tradição conta que, sendo o primeiro bispo de Roma, e de acordo com a personalidade vacilante que já aparece nos evangelhos, Pedro, ao decidir fugir de Roma, onde os cristãos eram perseguidos e executados na arena, encontra Jesus Cristo (na forma de uma criança, segundo o romance de Henryk Sienkiewicz, "Quo Vadis?"). Ao perguntar a Jesus "onde vais, Senhor?" ("Quo Vadis, Domine?"), este responde-lhe que vai para Roma, para ser martirizado com as suas ovelhas que foram abandonadas. Pedro, arrependido, volta para Roma e entrega-se às autoridades que o crucificam. Diz a tradição que exigiu que fosse crucificado de pernas para o ar, já que não se considerava digno de morrer da mesma forma que Cristo.
Janeiro -Mês de Pedro- É marcado pelo arrependimento consequência da impulsividade, é o mês da fidelidade plena, da revisão da própria vida, do início de um novo caminho, responsabilidade e autoridade. Para homenagear São Pedro e Janeiro, serve-se uma entrada à base de frutos do mar.PRATO PARA QUE HAJA FÉ NO ANO VINDOURO!

Fevereiro-André (irmão de Pedro)


ndré, depois de ter ficado com Jesus (Jo 1,39) e de ter aprendido muito, não guardou esse tesouro só para si: apressa-se a correr para junto de seu irmão Simão-Pedro para o fazer participar dos bens que ele próprio recebeu. Ouve o que ele diz ao irmão: "Encontramos o Messias, quer dizer, o Cristo" (Jo, 1,41).
Estás a ver o fruto do que acabava de aprender em tão pouco tempo? Isso demonstra ao mesmo tempo a autoridade do Mestre que ensinou os discípulos e, desde o início, o seu zelo para o conhecerem.
A pressa de André, o seu zelo em espalhar logo de seguida esta tão boa nova, supõe uma alma que ansiava por ver o cumprimento de tantas profecias respeitantes a Cristo. Partilhar assim estas riquezas espirituais foi mostrar uma amizade verdadeiramente fraterna, uma afeição profunda e um temperamento cheio de sinceridade... "Nós o encontramos, ao Messias, diz ele, não um messias qualquer, mas o Messias que esperávamos."
S. João Crisóstomo (cerca de 345-407), bispo de Antioquia e depois de Constantinopla, doutor da Igreja, Homilia sobre o Evangelho de João

Fevereiro- O Mês de André é marcado pelo zelo, pelo cuidado, mas pela pressa e ansiedade. É o mês dos jovens, dos entusiastas, da alegria de aprender e partilhar. Para homenagear Santo André e fevereiro serve-se verduras, saladas. PRATO PARA QUE HAJA ALEGRIA E ENTUSIASMO NO ANO VINDOURO!

Março-Tiago, o Maior (Filho de Zebedeu)


Apóstolo de Jesus Cristo nascido em Betsaida da Galiléia, escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento é sempre citado entre os quatro primeiros junto com Pedro, André e seu irmão mais novo João. Aportuguesado para Santiago, significando a junção dos termos São + Tiago, também é conhecido como o Apóstolo Ambicioso. Também pescador e filho de Zebedeu e de Salomé, estava com o irmão nas margens do lago Genesaré, quando Jesus os chamou. Testemunhou a ressurreição da filha de Jairo (Mc 5,37), a transfiguração (Mc 9,2-13) e a agonia de Jesus no horto do Getsêmani (Mc 14,32). De acordo com Isidoro de Sevilha, em De vita et obitu Sanctorum (71, Vida e morte dos Santos), após a ascensão de Jesus, teria evangelizado a Espanha, tornando-se seu primeiro evangelizador e depois seu patrono. Para revigorar esta tradição, no século IX o bispo Teodomiro, da cidade de Iria, afirmou ter reencontrado as relíquias do apóstolo e desde aquela época, a cidade que depois mudaria o nome para Santiago de Compostela, tornou-se importante meta de peregrinações, especialmente durante a Idade Média. Conta-se também que após a morte de Jesus, permaneceu em Jerusalém com Pedro. Foi preso juntamente com Pedro, e decapitado por ordem do rei Herodes Agripa (At 12,2), depois da execução de Estêvão (35), diácono grego e exaltado pregador cristão e personagem de grande importância na história de Paulo de Tarso. Foi, portanto, o primeiro mártir entre os apóstolos de Cristo, o primeiro a dar a vida pela Fé. Sua festa votiva é em 25 de julho.

Março- Neste mês em que se recorda Tiago, o Maior, destaca-se a ambição, mas também seu preço, paga-se com a vida. É o mês do trabalho, do avanço das fronteiras, do desbravamento, é o mês em que se vislumbra a divindade e a ressurreição. Para homenageá-lo, serve-se pratos feitos com sementes. PRATO PARA QUE HAJA TRABALHO E NOVOS HORIZONTES NO ANO VINDOURO!

Abril-João, o Amado de Jesus


Um dos 12 apóstolos de Cristo e nascido em Batsaida, na Galiléia, autor do quarto evangelho e conhecido como o discípulo que Jesus amava foi o único apóstolo que acompanhou Cristo até a morte na cruz, ao lado de Nossa Senhora, ocasião em que lhe foi confiada a tarefa de cuidar de Maria, a mãe de Jesus. Pescador e filho do também pescador Zebedeu e de Salomé, uma das mulheres que auxiliavam os discípulos de Jesus, juntamente com o irmão mais velho, Tiago o Maior, foi convidado a seguir Jesus, logo depois de Pedro e André. Um dos mais jovens apóstolos de Cristo, ele e seu irmão, juntamente com Pedro e André, foram os discípulos privilegiados e participaram do círculo mais íntimo junto a Jesus. Presenciaram a ressurreição da filha de Jairo, a transfiguração de Jesus na montanha e sua angústia no Getsêmani. Os dois foram os únicos apóstolos que ousaram pedir a Cristo que lhes fosse dado sentar um à direita, outro à esquerda. Da resposta de Jesus "do cálice que eu beber, vós bebereis" deriva a suposição de que os dois se distinguiriam dos demais pelo martírio. Esteve em Jerusalém (37) e depois por ocasião do Concílio dos Apóstolos, que se realizou em Antióquia. Após as perseguições sofridas em Jerusalém, transferiu-se com Pedro para a Samaria, onde desenvolveu uma intensa evangelização (8,14-15). Mudou-se para Éfeso (67), onde viveu o resto de sua vida, morreu e foi sepultado. A partir dessa cidade, dirigiu muitas Igrejas da província da Ásia e também ali escreveu (80-100) o QuartoEvangelho, o último dos Evangelhos canônicos, e as Epístolas, três cartas aos cristãos em geral. De acordo com os Atos dos Apóstolos, quando acompanhou Pedro na catequese dos Samaritanos, com ele foi convencido por Paulo a desistir da imposição de práticas judaicas aos neófitos cristãos. Durante o governo de Domiciano (81-96), foi exilado (93-97) na ilha de Patmos, no mar Egeu, onde escreveu o Livro do Apocalipse ou Revelação, que é o derradeiro livro da Bíblia, onde narrou as suas visões e descreveu mistérios, predizendo as tribulações da Igreja e o seu triunfo final. O seu evangelho difere dos outros três que são chamados sinóticos ou semelhantes, pois a sua narrativa enfoca mais o aspecto espiritual de Jesus, ou seja, a vida e a obra do Mestre com base no mistério da encarnação: o verbo feito carne e veio dar a vida aos homens. É o homem da elevação espiritual, mais inclinado à contemplação que à ação. De acordo com Clemente de Alexandria, ordenou bispos em Éfesos e outras províncias da Ásia Menor. Ireneus afirmou que os Bispos Polycarpo e Papias foram seus discípulos. Os primeiros fragmentos dos escritos Joanitas foram encontrados em papiros no Egito datando de princípios do segundo século, e muitas escolas acreditam que ele tenha visitado estas áreas. Aparece representado por Michelângelo na cúpula da Basílica São Pedro, em Roma, pela imagem da águia.
Abril- Mês de São João, apóstolo amado por Jesus, é o mês do amor e das mais altas aspirações espirituais, mês do cuidado com os mais velhos, proteção e longevidade. Para homenageá-lo serve-se nozes, avelãs, amêndoas, etc PRATO PARA QUE HAJA AMOR NO ANO VINDOURO!

Maio-Filipe


Um dos 12 primeiros apóstolos de Cristo e nascido em Betsaida, na Galiléia, segundo os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas. Perdeu o pai exatamente na ocasião em que conheceu o Divino Mestre e tornou-se o quinto apóstolo na hierarquia de Cristo. Esteve presente na multiplicação dos pães e na última ceia (Jo 1,43-45; 6,5-7; 12,20-22; 14,8). Após a morte de Jesus viajou ao Egito, Etiópia (África) e ao Norte, e depois rumou para a Grécia onde viveu em Hierápolis com suas quatro filhas, que eram profetizas. Duas delas tornaram-se muito respeitadas por suas previsões. Era um judeu helenístico e, antes de mais nada, um evangelista para as sinagogas judaicas de língua grega da Cítia, Frígia e dos arredores da Grécia e Macedônia. No Evangelho de João aparece como grande amigo do apóstolo Bartolomeu e cita que ele ficou profundamente impressionado sobre o mistério da Trindade relatado por Jesus, durante a última ceia. O resto de sua vida não consta em nenhum relato, assim como a sua morte. Consta que em sua mensagem preservava um belo misticismo baseado na santidade do casamento. Ordenou vários bispos entre os gregos e as suas igrejas desenvolviam sete sacramentos cuja mais alta iniciação era o Mistério da Câmara Nupcial, na qual a imagem ou Yetzer de Deus, que habitava no coração do discípulo, era reunido ao anjo ou alma ressuscitada. Portanto, ao contrário da pregação de outros apóstolos, em seu evangelho não havia ênfase na abstinência sexual ou abstenção do casamento. Conta uma tradição que ele morreu crucificado de cabeça para baixo, aos 87 anos, em Gerápolis, no tempo do imperador Domiciano. As suas relíquias teriam sido transportadas a Roma e colocadas juntas com as de São Tiago Menor, na igreja dos santos Apóstolos. Este seria o motivo pelo qual a Igreja latina festeja os dois apóstolos no mesmo dia. Sua festa votiva é em primeiro de maio. Maio- Mês de Filipe, o apóstolo que pregou a santidade do casamento, Apóstolo que testemunha a fartura. É mês de união, da família, da reunião, da agricultura, da suprema comunhão do homem consigo mesmo em suas 3 naturezas. Para homenageá-lo, serve-se frutas. PRATO PARA QUE HAJA FARTURA NO ANO VINDOURO!

Junho-Bartolomeu


Um dos 12 primeiros apóstolos de Cristo e nascido em Caná, a 14 quilômetros de Nazaré, na Galiléia, e que foi apresentado a Jesus pelo apóstolo e seu maior amigo Filipe, sob uma figueira. Filho de Tholmai e também conhecido como Natanael, assim como Tomé, era um viajante e atuou em áreas como Índia, Armênia, Irã, Síria e por algum tempo na Grécia, com Filipe, especialmente na Frígia. Além dos evangelhos de João, Mateus, Marcos e Lucas, os Atos referem-se a ele como um dos Doze. Porém de suas atividades apostólicas não há notícias certas. Uma tradição diz que ele trazia consigo o Evangelho Herético de Matias, escrito em hebraico, e o perdeu. As poucas anotações que restaram da era sub-apostólica e patrística indicam que este evangelho judeu era bastante diferente dos evangelhos gregos gentis de Mateus, Marcos, Lucas e João, assim como eram os tão chamados evangelhos judaico-cristãos heréticos dos Nazarenos, Ebionitas e Hebreus, dos quais só restaram fragmentos. Diferentemente dos evangelhos gentis, estas tradições consideravam o Espírito Santo como a Divina Mãe de Cristo e não adoravam Jesus como uma divindade, mas como um irmão mais velho e líder da comunidade dos santos de Deus Muitas de suas obras são conhecidas através de traduções como O Evangelho de Bartolomeu, Pregação de São Bartolomeu no Oásis e a Pregação de Santo André e São Bartolomeu. Uma antiga tradição armênia afirma que ele foi para a Índia e lá pregou àquele povo a verdade do Senhor Jesus segundo o Evangelho de São Mateus. Depois que naquela região converteu muitos a Cristo, superando extremas dificuldades, passou para a Armênia Maior, onde converteu o rei Polímio, a sua esposa e muitos outros homens, em mais de doze cidades. Essas conversões, no entanto, provocaram uma enorme inveja dos sacerdotes locais, que, por meio do irmão do rei Polímio, conseguiram a ordem de tirar a sua pele e depois decapitá-lo. Sua festa votiva é em 24 de agosto.
Junho- Mês de Bartolomeu. É o mês das viagens , das descobertas , da liberdade de espírito, da amizade, da preocupação com o próximo. Serve-se um prato feito com algo importado de outro país. PRATO PARA QUE HAJA SUCESSO NAS VIAGENS E AMIZADES NO ANO VINDOURO!

Julho-Tomé


Um dos doze apóstolos de Jesus e israelita de nascimento, que ausente no momento em que o Cristo reapareceu aos discípulos, exigiu destes provas materiais da ressurreição do Mestre e, por isso, Jesus ressurgiu e pediu-lhe que tocasse suas chagas. Carpinteiro de origem e freqüentemente citado em passagens do Novo Testamento, nos quatro evangelhos. O Evangelho de São João dá-lhe grande destaque. Em João 11,16, cita que ele incitou os discípulos a seguir Jesus e a morrer com ele na Judéia dizendo então aos discípulos: Vamos também nós, para morrermos com ele! Foi ele que perguntou a Jesus, durante a Última Ceia, sobre o caminho que conduz ao Pai: Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho? Diz-lhe Jesus: Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim (João 14,5-6). Temperamento audacioso e cheio de generosidade, percorreu as etapas da fé e professou que Jesus era realmente Deus e Senhor. Ausente na primeira aparição duvidou dos colegas que Jesus tinha voltado. Oito dias depois, achavam-se os discípulos, de novo, dentro de casa, e o ascetista estava com eles. Jesus veio, estando as portas fechadas, pôs-se no meio deles e disse: A paz esteja convosco!. E lhe disse depois: Põe teu dedo aqui e vê minhas mãos! Estende tua mão e põe-na no meu lado e não sejas incrédulo, mas crê! O apóstolo incrédulo respondeu Meu Senhor e meu Deus! (João 20,26-28), tornando-se o primeiro dos apóstolos a se dirigir a Jesus nestes termos. Ninguém até aquele momento, nem mesmo Pedro e João, havia pronunciado a palavra Deus dirigindo-se a Jesus. Também chamado Dídimo ou Gêmeo (seu nome, tanto em aramaico Te'oma como em grego Didymos significa gêmeo) era o terceiro apóstolo em idade depois de Pedro, mas ao contrário deste não era casado, assim como Bartolomeu, André, Simão, Judas e o próprio Jesus. Segundo as escrituras foi em resposta a ele que Jesus introduziu o mistério trinitário: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por mim. Se vocês me conhecem, conhecerão também meu Pai...". Segundo o bispo Eusébio de Cesaréia, do século IV, depois da morte de Jesus, o discípulo evangelizou a Pártia e, pela a tradição cristã posterior, estendeu seu apostolado à Pérsia e à Índia, onde é reconhecido como fundador da Igreja dos Cristãos Sírios Malabares ou Igreja dos Cristãos de São Tomé. Consta que foi martirizado e morto (53) pelo rei de Milapura, na cidade indiana de Madras, onde ficam o monte São Tomé e a catedral de mesmo nome, supostamente local de seu sepultamento. Historiadores acreditam que o apóstolo foi morto a flechadas, quando orava. Sucumbiu como líder e mártir, como o crente fiel que Jesus lhe pediu. Suas relíquias seriam venerados na Síria e, depois, levadas para o Ocidente e preservadas em Ortona, na Itália. É festejado pelos católicos em 3 de julho.
Julho- Mês de TomÉ- É o mês da razão, da fé provada, da obejtividade, dos planos e cálculos, mês da prática, da obtenção de resultados. Serve-se Pães em homenagem a Tomé. PRATO PARA QUE HAJA REALIZAÇÃO EFETIVA NO ANO VINDOURO!

Agosto-mateus, ou Levy, o cobrador de impostos


Apóstolo de Cristo escritor do primeiro dos três evangelhos sinóticos (os outros são os de Marcos e Lucas), que tem sido o mais utilizado pela igreja. Em hebraico o mesmo que Matias ou Matatias, significando presente (mathath) de Javé (Iah) ou dom de Deus, de acordo com o seu próprio Evangelho (9:9-13), seu nome original era Levi, filho de Alfeu, e foi chamado por Jesus junto ao mar da Galiléia, em Cafarnaum, quando trabalhava como publicano a serviço de Herodes Antipas. Era publicano, ou seja, cobrador de impostos, justamente a classe muito odiada na época de Jesus, por cobrarem impostos dos judeus para serem entregues às autoridade romanas. Apesar de sua profissão anterior de coletor de impostos, foi Judas Iscariotes, porém, que teve o encargo de caixa da pequena comunidade apostólica. Embora conste da relação dos apóstolos, geralmente ao lado de são Tomé, o Novo Testamento oferece informação escassa e incerta sobre ele. Da sua atividade após o Pentecostes, conhece-se somente as admiráveis páginas do seu evangelho, primitivamente redigido em aramaico. Denominado de primeiro evangelho, nele há mais ênfase ao aspecto humano e genealógico de Jesus. Fora do Evangelho, segundo Eusébio de Cesaréiaem sua Historia ecclesiae (História da igreja), a única referência histórica a seu respeito é uma citação do bispo Papias de Hierápolis, do século II. Também não se conhecem versões conclusivas sobre sua morte, embora fontes menos críveis, referenciam narrações dos sofrimentos e do seu martírio, apedrejado, queimado e decapitado na Etiópia, de onde as relíquias do santo teriam sido transportadas para Paestum. Depois, essas relíquias foram levadas para a cidade italiana de Salerno (1080), onde até hoje se encontram e sejam consideradas pelos mais crentes como verdadeiramente do santo. Apóstolo e evangelista, pela tradição ele pregou pela Judéia, Etiópia e Pérsia e a igreja romana celebra sua festa em 21 de setembro, e a grega em 16 de novembro e seu símbolo como evangelista é o anjo.
Agosto - Mês de Mateus - Mês do acerto de contas, do perdão, da conversão e do arrependimento. Servem-se carne ou aves em homenagem a ele. PRATO PARA QUE HAJA PERDÂO e CONVERSÃO NO ANO VINDOURO!

Setembro-Tiago (Filho de Alfeu)


Apóstolo de Cristo nascido em Nazaré, primo de Jesus e irmão de Judas Tadeu, também conhecido como o Desconhecido, que o evangelista Marcos chamou de o Menor para distinguí-lo de Tiago, irmão de João, entra em cena como bispo de Jerusalém, após o martírio de Tiago, o Maior (42), e após o afastamento de Pedro de Jerusalém. Agricultor, era filho de Alfeu, um irmão de São José, e de Maria Cleófas, prima-irmã de Maria Santíssima. Tornou-se um membro altamente respeitado da recém-nascida comunidade cristã em Jerusalém e é considerado o primeiro bispo de Jerusalém, cuja igreja dirigiu por cerca de vinte anos (42-62). Também chamado de o Justo pelos primeiros cristãos devido à sua grande piedade, sua imagem austera sobressai pela Epístola que dirigiu, como uma encíclica, a todas as comunidades cristãs. Pertencem a ele as tradições Judáico-Cristã preservadas no Evangelho dos Ebionitas, Evangelho dos Hebreus, Elevações de Tiago, na última Epístola Canônica de Tiago e possivelmente em outras obras associadas a seu nome como o Protevangelium, embora haja dúvidas sobre isso. A sua epístola (carta dos Apóstolos e comunidades cristãs primitivas) apresenta autênticos ensinamentos preservados na tradição apostólica oral, com fortes expressões de admoestações e cujo texto continua atualíssimo. Foi um observador da normas judaicas, defendendo que estas normas deveriam fazer parte do Cristianismo. Com isso, tornou-se adversário de Paulo de Tarso nesta questão, mas também foi conciliador e um pregador fervoroso do ensino de Jesus. Seus ensinamentos deram origem à sucessão apostólica Cristã-Judáica de Jerusalém, que contribuiu para a sucessão Síria, Jacobita, Armênia e Georgiana. A sua Liturgia, que se assemelha àquela do Bispo Cyril de Jerusalém (386), parece ser um desenvolvimento de 5 séculos através das tradições apostólicas de Jerusalém e é ainda usada por certos ramos da ortodoxia. Durante a perseguição dos cristãos na Palestina, segundo o historiadores Hegesipo, Clemente de Alexandria e o hebreu Flavius Josephus, o apóstolo teria sido condenado por se recusar a denunciar os cristãos, sendo apedrejado até a morte, por ordem do corpo religioso do Templo, dirigido pelo sumo sacerdote Ananias. Tem sua festa votiva em primeiro de maio. Setembro- Mês de Tiago Menor, é o mês da terra, do apego às tradições, mês da Justiça, do heroísmo e da resistência. Mês também da teimosia e obstinação. Para homenagear setembro e São Tigo Menor, serve-se pratos com raízes, batatas, etc PRATO PARA QUE HAJA JUSTIÇA NO ANO VINDOURO!

Outubro-Judas Tadeu


Apóstolo de Cristo nascido em Caná de Galiléia, na Palestina, era primo-irmão de Jesus e irmão de Tiago o Menor, que na última ceia, perguntou ao seu mestre: Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo? Agricultor, era filho de Alfeu ou Cleofas, um dos discípulos a quem Jesus apareceu no caminho de Emaús no dia da ressurreição e irmão de São José, e de Maria Cleófas, prima-irmã de Maria Santíssima, uma das piedosas mulheres que tinham seguido a Jesus desde a Galiléia e permaneceram ao pé da cruz, no Calvário, junto com Maria Santíssima. Tinha quatro irmãos: Tiago, José, Simão e Maria Salomé. Dos irmãos dele, Tiago foi um dos doze apóstolos, que se tomou o primeiro bispo de Jerusalém. José, apenas conhecido como o Justo. Simão foi o segundo bispo de Jerusalém, após Tiago. E Maria Salomé, a única irmã, foi mãe dos apóstolos Tiago o Maior e João Evangelista. Também chamado Lebeu Tadeu, é um dos doze citados nominalmente por Mateus e Marcos, em seus Evangelhos, e um dos mais fervorosos do grupo. Conforme os textos apócrifos, teria sido o esposo nas bodas de Caná, e isto explica a presença de Maria e de Jesus naquela realização. Depois da ascensão de Jesus e que os Apóstolos receberam o Espírito Santo (1), no Cenáculo em Jerusalém, iniciou a pregação de sua fé no meio dos maiores sofrimentos e perseguições, pela Galiléia. Depois viajou para a Samaria e outras populações judaicas divulgando o Evangelho. Tomou parte no primeiro Concílio de Jerusalém (50) e em seguida passou evangelizando pela Mesopotâmia, atual Pérsia, Edessa, Arábia e Síria. Parece claro que destacou-se principalmente na Armênia, Síria e Norte da Pérsia (43-66), sendo o primeiro a manifestar apoio ao rei estrangeiro, Algar de Edessa. Na Mesopotâmia ganhou a companhia de outro apóstolo, Simão o Zelota, aparentemente viajando em companhia de quinto Apóstolo a ir ao Oriente. Segundo relata São Jerônimo, ambos foram martirizados cruelmente quando estavam na Pérsia, mortos a golpes de machado (70), desferidos por sacerdotes pagãos, por se recusarem a prestar culto à deusa Diana. Assim, na igreja ocidental, os dois santos são celebrados juntos em 28 de outubro. A Igreja Ortodoxa Grega, contudo, distingue Judas de Tadeu, celebrando Judas, "irmão" de Jesus, em 19 de junho, e o apóstolo Tadeu em 21 de agosto. É invocado como advogado das causas desesperadas e dos supremos momentos de angústia. Essa devoção surgiu na França e na Alemanha no fim do século XVIII. No Brasil, a devoção a esse santo é muito popular e surgiu no início do século XX. Devido à forma como foi martirizado, sempre é representado em suas imagens/estátuas segurando um livro, simbolizando a palavra que anunciou, e uma machadinha, o instrumento de seu martírio. Suas relíquias atualmente são veneradas na Basílica de São Pedro, em Roma. Sua festa litúrgica celebra-se, todos os anos, na provável data de sua morte: 28 de outubro de 70.
(1) Pentecostes: o Espírito Santo desce sobre os discípulos em Jerusalém. Os Atos dos Apóstolos relatam que, cinqüenta dias após a páscoa da ressurreição, no dia de Pentecostes, os discípulos estão reunidos em uma sala em Jerusalém e ali recebem o Espírito Santo, que os impeliu a pregar aos judeus provenientes de muitas nações. Para grande admiração, os discípulos são compreendidos nas várias línguas maternas dos presentes. Vários povos são citados: partos, medos, elamitas e habitantes da Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, do Ponto e da Ásia, da Frígia e da Panfília, da Líbia, de Roma, Creta e da Arábia. A partir desse momento, a Igreja primitiva começa a sua obra missionária de evangelização do mundo.
Mês de Outubro - Mês de Judas Tadeu - Mês de ousadia e redenção, mês em que o impossível pode acontecer. Mês de milagres e transformação. Serve-se bolo para homenageá-lo. PRATO PARA QUE HAJA MILAGRES E OUSADIA NO NO ANO VINDOURO!

Novembro-Simão, o Zelota


Apóstolo de Jesus Cristo nascido na Galiléia, escolhido para ser um dos Doze, e nas várias listas dos Apóstolos dadas no Novo Testamento, é o mais desconhecido dos apóstolos. Nas listas dos 12 apóstolos, seu nome aparece em décimo-primeiro lugar e, a seu respeito, a Sagrada Escritura conserva somente o nome, derivado de Simeão e significa Ouvido de Deus. Para distingui-lo de Pedro, que também se chamava Simão, os evangelistas Mateus e Marcos lhe deram o sobrenome de Zelote (Lc 6:15) ou Cananeu. Os zelotes eram os patriotas de Israel, lutadores pela pátria, que desejavam a imediata libertação política e religiosa de Israel. Alguns estudiosos acreditam que Cananeu deriva de Canaã, a terra de Israel. Esse apelido pode significar tanto a cidade de origem, como a sua participação na seita ultra-nacionalista e não religiosa chamada de Os Zelotes, ou zeladores, conservadores das tradições hebraicas que lutavam para a libertação de Israel dos Romanos. Como os outros apóstolos, também percorreu os caminhos da Palestina pregando o Evangelho. Da mesma forma que Felipe, parece ter ido primeiro ao Egito, seguindo a tradição sinóptica de que Jesus enviava seus discípulos aos pares. No entanto, parece ter voltado através da África do Norte, Espanha e Bretanha, chegando à Ásia Menor. Deste ponto pode ter viajado com Judas pela Mesopotâmia e Síria, juntado-se à outros Apóstolos orientais na Pérsia. Segundo uma notícia de Egesipo, o apóstolo teria sofrido o martírio durante o império de Trajano, contando já com a avançada idade de 120 anos. Sua festa votiva é celebrada juntamente com a de Judas Tadeu em 28 de outubro.
NOVEMBRO- MÊS DE SIMÃO, mês de lutas e conquistas DE LIBERDADE. Mês das crianças, dos que recebem Deus de peito e coração puro. Serve-se doce para homenageá-lo. PRATO PARA QUE HAJA PUREZA E LIBERDADE NO ANO VINDOURO!

Dezembro-Matias (o apóstolo de Deus).


Para ocupar o lugar de Judas, havia dois candidatos: José, de apelido Barsabas, chamado Justo, e Matias. Fizeram, então, a seguinte oração: "Senhor, tu que conheces o coração de todos, indica-nos qual destes dois escolheste para ocupar, no ministério apostólico, o lugar abandonado por Judas, que foi para o lugar que merecia." Depois, tiraram à sorte, e a sorte caiu em Matias, que foi incluído entre os onze Apóstolos. Assim, diz-se que Matias é o único apóstolo escolhido diretamente pela primeira pessoa da Trindade! O primaz dos cardeais, o primeiro substituto.
Apóstolo de Cristo de quem menos se sabe entre todos os apóstolos e escolhido por eles, entre os demais discípulos de Jesus, para preencher a vaga no colégio apostólico deixada por Judas Iscariotes após seu suicídio. Teria sido, então, um dos cerca de 70 discípulos enviados por Jesus a diversas cidades, consoante o relato evangélico e, assim, estava preparado para difundir o Evangelho. Tecnicamente ele foi o primeiro bispo ou recipiente da sucessão apostólica. Além disso, ele era um Apóstolo original e testemunho da ressurreição. Estabeleceu o fundamento para o Cristianismo Egípcio e de acordo com seus ensinamentos, os filósofos esotéricos cristãos do segundo século, Alexandria e os alexandrianos, Basilides e seu filho Isadore, estabeleceram a forma gnóstica de misticismo que é característica dessa interpretação. Foi um dos cinco Apóstolos na Armênia sendo mais provável que ele, e não Mateus, quem tenha sido condenado e martirizado pelo Sanhedrin judaico na Pérsia. Ele está ligado também à Etiópia, que pode ter sido uma parte da Macedônia ou Armênia, e teve fortes ligações com Felipe, Tomé e outros evangelistas dessa Etiópia. Contudo, as estórias que o conectam ao Norte da África e a visitas aos canibais podem apontar para a Etiópia Africana, citada por Felipe através das sobreviventes tradições dos Cristãos Cóptas e lá teria sido martirizado e decapitado. Sua festa votiva em 24 de fevereiro.
DEZEMBRO- MÊS E MATIAS. Mês de revelações e surpresas, mês do novo e do inesperado. Serve-se um prato surpresa, normalmente doce com um anel dentro que trará sorte a quem o achar.PRATO PARA QUE HAJA BOAS NOVAS NO ANO VINDOURO!

TODAS AS INFORMAÇÕES ACIMA SOBRE OS APÓSTOLOS FORAM RETIRADAS DO SITE SÓ BIOGRAFIAS:
http://www.sobiografias.hpg.ig.com.br/

Mushroom Croquette (Belarus)
Ingredientes:
· 4 Slices Bacon
· 1 Medium Onion -- finely chopped
· 3 Slices White Bread -- crust removed
· 1/3 Cup Milk
· 5 Tablespoons Unsalted Butter
· 10 Ounces Fresh Porcini
· 1 Clove Garlic -- finely chopped
· 3 Tablespoons Parsley -- finely chopped
· 1 Large Egg Yolk -- beaten
· 1 Tablespoon Mayonnaise
· Salt And Pepper -- to taste
· 1/3 Cup Dry Bread Crumbs
· 3 Tablespoons Olive Oil
· Lemon Wedges -- for garnish

Directions
In a large skillet, fry the bacon over medium heat until crisp. Drain on paper towels, crumble and set aside. Add onion to skillet and saute over medium heat until golden about 15 minutes. Set aside. Meanwhile, soak the bread in the milk for 10 minutes. Squeeze bread to remove any excess liquid and set aside. In a large skillet, melt 3 tablespoons of butter. Add mushrooms and cook, stirring until they begin to throw off their liquid. Turn heat up to high and continue to cook and stir until the mushrooms reabsorb their liquid about 12 minutes. Place mushrooms and onion on cutting board, allow them to cool slightly then finely mince. In bowl, combine mushrooms and onion with bacon, bread, garlic, parsley, egg yolk, mayonnaise, salt and pepper. Mix thoroughly and form into 8 croquettes. Roll the croquettes in bread crumbs. Heat the oil and remaining 2 tablespoons of butter. Fry until croquettes until golden brown on all sides about 3 minutes per side. Serve warm with a squeeze of lemon juice. .

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